Uma iniciativa com o selo “Sr. Serafim”, da autoria de Jaime Rodrigues

Exposição “Percurso” reúne arte em material reciclado, no Painho

16-12-2021
Exposição “Percurso” reúne arte em material reciclado, no Painho
Jaime Rodrigues, na inauguração da exposição Percurso. | Fotos 4 e 5 - Atuação de Jorge Romão, também ele artista painhense. [+] Fotos
Com base no interesse demonstrado pelo público, foi prolongada, até dia 28 de dezembro, no Painho, a exposição “Percurso”, que reúne dois anos de trabalho artístico do painhense Jaime Rodrigues, criativo da marca “Sr. Serafim”. Desde quadros a acessórios de moda, as criações expostas têm como denominador comum a reutilização de materiais reciclados ou obsoletos. Visite!

Foi um acaso que levou o autor ao espaço onde decorre a exposição de arte “Percurso”, local onde o Sr. Serafim (Serafim Rodrigues, seu saudoso pai) teve o primeiro espaço comercial, no final dos anos 60. A mostra está então visitável até próximo dia 28, nas antigas instalações da “Painhense”, situada na zona central da aldeia do Painho, todos os dias (à exceção do dia 25), entre as 15h00 e as 19h00.

 

Aquando da abertura oficial da exposição, ocorrida na tarde de 5 de dezembro, Jaime Rodrigues demonstrou ao público visitante que “Percurso” é uma exposição inédita, que reúne tudo aquilo que foi feito nos dois anos de existência da marca Sr. Serafim.

 

«Nessa evolução enquanto criativo, o Jorge [Romão] teve um peso muito grande, porque me mostrou que, neste mundo, a dedicação e o empenho têm de ser muito maiores do que em qualquer outro tipo de atividade. Logo, a persistência é fundamental», disse o artista painhense.

 

Foi há dois anos atrás que, por mero acaso, ao arrumar antigas moedas de reis, Jaime se lembrou de procurar uma forma de criar pregadeiras e pulseiras para, nesse Natal, oferecer a familiares e amigos. Deu-se, depois, a constante procura de outros materiais "arrumados" ou obsoletos, mas cuja (re)utilização fosse incomum.

 

Através da utilização do “pouring” sobre madeira, Jaime procura escapar à convencionalidade dos materiais, substituindo as telas por madeira e as tintas acrílicas por tintas de parede, quase na totalidade.

 

«Em relação ao “pouring”, trata-se de um trabalho que eu faço com uma voracidade incrível, porque sinto-me a evoluir nas técnicas e nas experimentações que vou fazendo», relata, salientando que o material utilizado é, todo ele, reciclado ou reaproveitado.

 

«O Espaço Sr. Serafim marca uma presença não assídua, mas relevante, em feiras “handmade”, onde o artesanato e o artesanato criativo têm uma presença muito forte», refere ainda Jaime Rodrigues.

 

Até dia 28, já sabe que pode visitar, no Painho, este manancial artístico diverso e original, proveniente do Espaço Sr. Serafim, que inclui ainda alguns trabalhos artísticos da jovem criadora Beatriz Rego – “Bearte”.

 


Painhense Jorge Romão atuou na abertura de “Percurso”

 

Na ocasião da inauguração da exposição “Percurso”, Jorge Romão, outro autor do Painho, proporcionou um momento musical que remeteu o público aos anos 80, com exuberantes adereços de inspiração “kitsch”, elaborados pelo próprio.

 

A performance musical realizada por Jorge Romão, numa incursão por canções de Ney Matogrosso, inspirou-se no seu antigo grupo “A Bergonha da Terra”, evocado no livro de sua autoria “Quando os ciprestes davam laranjas – Memórias do Painho” (edição de 2016).

 

«Em 1985, em parceria com as minhas amigas, materializo o desejo de mostrar ao Painho um pouco do glamour de Lisboa dos anos 80 com a criação do grupo “A Bergonha da Terra”, que se propunha espicaçar e provocar mentalidades através de encenação e playbacks de algumas músicas e canções em voga (…). Foi depois crescendo com a entrada de novos elementos», descreve Jorge Romão no seu livro.

 

«Recentemente, tive uma exposição em Lisboa, denominada “O Triunfo do Kitsch e do Lixo” e feita com materiais encontrados no lixo», explicou no referido contexto da inauguração. «Encontrei o artista Alma, médico de profissão, e desafiei-o para que ele, no dia da “finissage”, atuasse vestido com adereços inspirados nos quadros que eu lá tinha exposto. E eu, à boleia dele, recuperei aquilo que fiz no Painho há 36 anos, e fiz um número inspirado no “Bergonha da Terra”», prossegue o artista, assumidamente exuberante, que profissionalmente opera na área da reinserção social.

 

«Surgiu depois, também, a oportunidade de atuar na homenagem ao [saudoso conterrâneo] Frick, a 19 novembro, no “Frick Memorial Fest”, que também participou no “Bergonha da Terra”», avança Jorge.

 

«Ao fim de 36 anos, eu nunca pensei que viria a pisar um palco e fazer de Ney Matogrosso», refere, recordando o sucesso trilhado pelo seu antigo grupo, em 1985, sempre com “casa cheia” no Painho e digressão feita por diversas localidades.


Fonte: SCRP | CMC

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