“Festa das Adiafas”: das origens à atualidade

 

O certame “Festa das Adiafas e Festival Nacional do Vinho Leve” reúne anualmente, na vila do Cadaval, gastronomia, exposições, espetáculos e atividades equestres. A isto, juntam-se diversos espaços de conversa acerca do setor produtivo, bem como o anual Concurso de Vinhos Leves de Lisboa. Tudo boas razões para vir ao Cadaval participar neste "brinde" anual ao final das colheitas e aos produtos regionais!

 

O recinto junto ao Campo da Feira do Cadaval tem acolhido anualmente, desde o ano de 2009, um certame sobejamente apreciado na região, onde a homenagem às ancestrais tradições rurais se funde com a divulgação da produção regional nas suas mais diversas vertentes.



A origem do termo "Adiafa" e do certame 

O termo “Adiafa” significa, precisamente, o tradicional banquete que os antigos proprietários vinhateiros ofereciam, desde tempos remotos, aos seus trabalhadores no fim de cada ano de campanha, pretendendo tão simplesmente festejar o final das colheitas ou agraciar o ano agrícola.

 

A Associação de Bombeiros Voluntários do Cadaval organizou, desde finais dos anos 50 até inícios dos anos 70, com algumas interrupções, o tradicional Baile das Vindimas. Este foi, provavelmente, o evento percursor da oficial celebração do final das colheitas.

 

O Município do Cadaval recuperou a homenagem às vindimas em finais da década de 90, na ocasião com a designada “Adiafa das Vindimas”, mantendo-se a realização do evento no pavilhão dos bombeiros e com a colaboração desta instituição.

 

A passagem para o plural do termo “Adiafa”, em 2002, por parte do Município, teve o intuito de abarcar a celebração de outras “adiafas”, nomeadamente a da colheita frutícola e, de um modo geral, incluir toda a produção local, que faz do Cadaval um concelho rural por excelência. A partir daquele ano, a festa deixou de se chamar “Adiafa das Vindimas” para se passar a designar “Festa das Adiafas”. Neste ano, a mesma passa a realizar-se no Largo da Adega Cooperativa do Cadaval, que na ocasião revelava ter maior dimensão para acolher um certame que se queria expandir.

 


Da "Adiafa" às "Adiafas": o que mudou


Também em 2002, a par e passo com a Festa das Adiafas, o então designado Festival do Vinho Leve da Região, que passaria, no ano de 2008, a designar-se Festival Nacional do Vinho Leve, por ser o único com estas caraterísticas em todo o país. O mesmo conta, por seu turno, com a participação anual de diversas adegas da região vinícola de Lisboa. A este nível, destaque-se a cerimónia de entrega dos prémios referentes ao Concurso de Vinhos Leves da Região de Lisboa, que surge no ano de 2011.

 

Com a construção do Parque de Serviços Urbanos, o certame passaria a realizar-se naquele recinto no ano de 2007, ali se mantendo por dois anos, no intuito de aproveitar a dimensão e condições logísticas existentes.

 

A Festa das Adiafas continuou a expandir-se e a carecer de um espaço próprio, indo instalar-se, na edição de 2009, no pavilhão municipal junto ao Campo da Feira (Cadaval), beneficiando também das condições de parqueamento ali existentes, local onde permanece até aos dias de hoje.

 

Em 2014, a necessidade de ampliação permanente do espaço de realização do certame fez com que a câmara tivesse construído um segundo pavilhão anexo ao anterior, encontrando, aos dias de hoje, condições ideais de realização.

 

O âmbito do certame cresceu, sendo que, anualmente, cerca de meia centena de participantes se juntam à festa, empenhados em mostrar os produtos da região, ao nível da gastronomia, artesanato e atividades económicas.

 


Dos pilares essenciais às componentes do certame


Os pilares da Festa das Adiafas continuam a assentar na fruticultura e vitivinicultura, atividades particularmente representadas pela Pera Rocha do Oeste e pelo Vinho Leve da Região de Lisboa. Isto porque o Cadaval é o principal produtor e exportador de pera Rocha do Oeste, destacando-se também como principal produtor desse vinho de caraterísticas peculiares – o vinho Leve.

 

O pavilhão de Gastronomia e Animação (cujo edifício foi construído de raiz, em 2014) conta com a presença de vários espaços de restauração, dinamizados por associações locais que incluem anualmente, nas suas ementas, diversos pratos típicos. No mesmo espaço, estão ainda representadas várias tasquinhas, também elas dinamizadas por coletividades locais, onde não faltam os habituais petiscos. O ingrediente “pera Rocha” tornou-se, há alguns anos, presença assídua nalgumas das iguarias servidas, e neste certame não entra outra bebida alcoólica que não seja o vinho engarrafado da região. Isto para além da sangria de vinho leve e dos licores regionais, neste caso patentes no pavilhão de exposições.

 

A angariação de fundos para as coletividades participantes, e a divulgação dos seus projetos comunitários, constitui um aspeto a ter em conta neste certame.

 

Os pavilhões de Artesanato e de Atividades Económicas oferecem, regularmente, exposições de um leque variado de produtos regionais, bem como de representações do setor empresarial e institucional.

 

Entre outras atividades que a festa encerra, a animação musical está, anualmente, representada em diversas vertentes e adaptada ao cariz tradicional da festa. A etnografia está ainda patente na realização regular do Fim de Semana Equestre, incluído neste certame desde 2005.




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