Diretor da APAS Floresta faz balanço de atividade e fala sobre o futuro do setor

Pedro Santos, APAS Floresta: «Temos de criar fileiras que valorizem mais o nosso produto» (c/vídeo)

09-04-2018
Pedro Santos, APAS Floresta: «Temos de criar fileiras que valorizem mais o nosso produto» (c/vídeo)
«A política florestal está num momento de charneira»
Pedro Santos, diretor da APAS Floresta, traçou-nos, recentemente, no âmbito da rubrica “Parar Pra Conversar”, um balanço dos 15 anos de existência daquela organização de sede local, que viria a tornar-se pioneira ao nível da certificação florestal, com a criação do Grupo de Gestão Sustentável, há 10 anos atrás. Aceda a videoentrevista.

A organização surge em 2003, em sequência dos incêndios na serra de Montejunto, tendo como área de intervenção prioritária o Cadaval, Bombarral, Caldas da Rainha, Rio Maior e parte de Torres Vedras.

 

Com a certificação florestal, a APAS Floresta alargou a respetiva área de atuação e, atualmente, tem uma abrangência «potencialmente nacional, mas que se tem refletido, sobretudo, na região Centro», diz-nos Pedro Santos.

 

A certificação assume-se como a área mais importante, ao nível da prestação de serviços que a organização proporciona, pelo aumento da rentabilidade que permite, mas também pela garantia do cumprimento das normas de sustentabilidade.

 

A seu ver, a mudança de mentalidades que a organização tem ajudado a criar «é um benefício líquido importante e difícil de quantificar», refere.

 

Entendendo a floresta como «uma grande alternativa», considera importante criar fileiras que valorizem o produto florestal, destacando o desenvolvimento de fileiras como a da pasta de papel e da cortiça, em que Portugal é líder mundial.

 

O diretor alerta, porém, ser imperioso apostar fortemente na prevenção e melhorar o ordenamento da floresta, até porque «se ela arder, ninguém ganha».

 

A associação quer, este ano, criar uma organização de comercialização de produtos florestais», um modelo recente e ainda inexistente em Portugal. «No fundo, criar uma organização que possa agregar os pequenos produtores e dar-lhes capacidade negocial, permitindo uma gestão do território mais agregada», afirma.

 

Aceda, abaixo, ao compacto da entrevista em vídeo. Poderá também aceder à redação da mesma na Revista Municipal Nº 61, edição de janeiro de 2018 (páginas 16 e 17).


Fonte: SCRP | CMC



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