Rubrica “Cadaval Sem Fronteiras”

André Casimiro, nos EUA: «As saudades nunca desaparecem»

06-09-2018
André Casimiro, nos EUA: «As saudades nunca desaparecem»
Na praia de Seaside Heights, Nova Jérsia, EUA
Com 37 anos de idade, André Casimiro (Vilar) está há trinta nos Estados Unidos, tendo já residido e trabalhado em diversos estados americanos. Apesar de se considerar «americanizado», André revela, no âmbito da rubrica “Cadaval Sem Fronteiras”, que o Concelho se mantém sempre no seu coração.

André Nunes-Casimiro nasceu a 21 de março de 1981, em Torres Vedras, e viveu até aos três anos no Vilar. Com a emigração dos pais para os EUA, em 1984, fica a residir no Avenal até aos sete anos, altura em que os pais o vêm buscar, bem como à sua irmã. Tendo feito o 1.º ciclo na escola do Avenal, veio a completar o liceu já nos Estados Unidos.

 

Sendo casado, trabalha atualmente como administrador de rede numa companhia farmacêutica, função que já exerceu, anteriormente, numa empresa de vigilância. Divide os seus tempos livres entre «idas ao cinema e cafés com colegas».

 

André recorda as dificuldades encontradas à chegada a um país novo, referindo nomeadamente «o frio, a língua inglesa, pessoas novas, culturas diferentes e o meio urbano».

 

Residindo em Maplewood, Nova Jérsia (NJ), trabalha a cerca de 35km de casa, concretamente em Basking Ridge, no mesmo estado americano.

 

Ao cabo de 30 anos a viver nos Estados Unidos, não é difícil compreender esta sua constatação: «Sinto muitas saudades da minha terra, mas sou mesmo americanizado».

 

«Típicos americanos» é como descreve as pessoas da zona onde habita. «Mas a vila onde vivo é multicultural e aceitam pessoas de todos os géneros», salienta.

 

Foram várias as localidades e estados onde já residiu, desde 1988. Viveu em Newark (NJ), Albuquerque (Novo México), San Antonio (Texas), Harrison (NJ), Denver (Colorado), Union (NJ), Hillside (NJ), outra vez Union (NJ), Enola (Pensilvânia) e Maplewood (NJ), onde reside desde 2012.

 

O seu percurso profissional fez-se, respetivamente, pelos seguintes estados: Nova Jérsia, Novo México, Texas, Colorado, Pensilvânia e, de novo, Nova Jérsia.

 

Todos os anos, sem falta, vem a Portugal. Do Concelho cadavalense guarda «a paz, o ar fresco, a família, Montejunto e a simplicidade». Gostaria de voltar a viver no Cadaval, ou então em Torres Vedras, cidade que revela também adorar.

 

A quem desconhece o Concelho onde cresceu, deixa duas sugestões: «Não se pode ir ao Cadaval sem visitar Montejunto e ver essa vista panorâmica», sem esquecer de provar o «bom café» local.

 

«Lembro-me, muitas vezes, que eu e a minha irmã andávamos do Vilar para o Avenal para visitar os nossos tios e primos, da parte do nosso pai», refere, recordando também quando iam de autocarro ao Cadaval, para ir às lojas.

 

Mantém a ligação às raízes através do Facebook e dos familiares. «A maioria da minha família ainda vive no Concelho do Cadaval», explica. «Não importa quanto tempo uma pessoa viva fora da sua terra; ela está sempre no nosso coração. As saudades de um verdadeiro patriota nunca desaparecem. Não existe sítio mais caseiro do que o nosso querido Cadaval», conclui.
Fonte: SCRP | CMC



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