Mais de 60 quadros expressam “memórias de um viajante”

Autor bombarralense estreia-se com exposição na Biblioteca do Cadaval

23-03-2018
Autor bombarralense estreia-se com exposição na Biblioteca do Cadaval
A vice-presidente Fátima Paz junto de José Simões
Está patente na Biblioteca Municipal do Cadaval, até dia 2 de abril, uma exposição de pintura da autoria de José Simões, pintor autodidata oriundo do concelho vizinho do Bombarral. Trata-se da primeira mostra do autor, que reúne mais de 60 quadros aludindo a paisagens de várias partes do mundo.

Inaugurada no passado dia 17, a extensa coleção patente na biblioteca cadavalense é da autoria do pintor autodidata José Simões, funcionário aposentado da embaixada alemã em Bruxelas (Bélgica).

 

«Sempre fui um viajante. Vivi parte da vida no estrangeiro. E há aqui muitas paisagens que não são, sequer, nacionais», afirma.

 

Os seus quadros refletem, por isso, muito do percurso feito por diversos países, enquanto acompanhava o embaixador nas viagens de trabalho. «Muitas vezes, aproveitava para fazer as minhas fotografias e as minhas observações, e há aqui muitas paisagens que são reflexo disso», refere o pintor.

 

Tendo por base os registos feitos previamente, José Simões foi deitando mãos à obra, reproduzindo, em tela, as paisagens patentes nas fotos que tirou, por vezes com inclusão de elementos ficcionados.

 

Foi há cerca de 40 anos que iniciou esta arte que aprendeu sozinho, mas só há meia dúzia de anos, depois de reformado, é que retomou a atividade, recorrendo ao dossiê de fotografias que foi colecionando dos sítios por onde passou.

 

Para além dos trabalhos expostos, em que José Simões refere “dar vida e movimento à Natureza”, o autor refere ter mais quadros em casa, entre os quais de pintura contemporânea ou retratos de família.

 

Após diversos convites anteriores para expor, é precisamente no Cadaval que José Simões se estreia como expositor. Mostras à parte, o artista diz ter, na sua moradia do Bombarral, dois anexos repletos de quadros nas paredes.

 

Os seus trabalhos têm por base ora a tinta a óleo, ora a tinta acrílica. «O acrílico seca mais rapidamente, permitindo-me dar continuação ao trabalho. É que eu tenho um defeito: começo a fazer as coisas e gosto de vê-las logo prontas! Há pessoas que demoram anos a pintar. Eu, se não pintar um quadro em dois ou três dias, fico chateado», acrescenta.

 

Os quadros patentes na Biblioteca do Cadaval são passíveis de ser livremente visitados pelo público interessado, no horário habitual de funcionamento (segunda a sexta, 8h30-17h30). Para eventual aquisição dos mesmos, o autor pode ser contactado através da referida entidade.
Fonte: SCRP | CMC



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