No âmbito da “VII Semana da Floresta”

Cerca de 1200 alunos do Concelho procuraram o “sino de ouro”

19-03-2008
Cerca de 1200 alunos do Concelho procuraram o “sino de ouro”
Terminou ontem, dia 18 de Março, a 7ª edição da “Semana da Floresta”, iniciativa que este ano decorreu na Serra de Todo-o-Mundo. Cerca de 1200 alunos do Concelho realizaram, ao longo de sete dias, um percurso temático dedicado à “lenda do sino de ouro”, e aprenderam um pouco mais sobre a importância da floresta, as energias renováveis e a popular lenda serrana, que prendeu, até ao fim, a atenção dos mais pequenos…

Apesar do mau tempo, que inviabilizou que alguns grupos de estudantes pudessem realizar os respectivos percursos, fazendo inclusive com que a iniciativa terminasse um dia antes do previsto, o que é facto é que, ainda assim, perto de 1200 alunos concelhios, desde o pré-escolar ao 3.º ciclo, subiram à Serra de Todo-o-Mundo, situada a norte do Concelho do Cadaval, com um plano – desvendar os segredos de uma serra desconhecida, até então, por muitos deles, bem como aprender um pouco mais sobre novas formas de produção de energia e sobre a importância da floresta e da sua preservação.

Com efeito, a Câmara Municipal do Cadaval, para passar a mensagem pedagógica, escolheu uma serra cuja beleza é desconhecida por muitos, a Serra de Todo-o-Mundo, e aproveitou os relatos lendários e históricos com ela relacionados, para cativar a atenção dos mais novos para a importância da preservação do património ambiental e cultural local.

Assim, o tema escolhido para este ano foi a “Lenda do Sino de Ouro”, existindo, ainda hoje, testemunhos de que o citado sino se encontrará enterrado na encosta Este da referida serra…*

Para além de ter deixado o alerta para a preservação florestal, a autarquia aproveitou também o facto de estar implantado naquela serra um Parque Eólico (constituído por diversos aerogeradores), para sensibilizar os mais novos para a importância das energias renováveis.

No sentido de cumprir estes pressupostos, a organização preparou actividades específicas para os diferentes níveis de ensino, escalonadas ao longo dos sete dias de actividades.

Para as crianças do Pré-Escolar e 1.º Ciclo, a CMC preparou um percurso ao longo do qual foi apresentada a “Lenda do Sino de Ouro”, por sua vez narrada por diferentes personagens relacionados com a lenda, que foram surgindo e encaminhando as crianças.

Assim, ao longo da caminhada surgiram figuras tais como dois pastores, uma rainha, uma santa, um peregrino, um capelão, uma feiticeira, uma donzela e um lobo, num cenário natural que foi enriquecido pelos “sons nocturnos da floresta”.

Para os alunos do 2.º e 3.º Ciclo, a autarquia preparou uma prova de orientação temática. Ao longo do percurso, os jovens estudantes tiveram de ultrapassar provas de perícia, até finalmente penetrarem na história da “lenda do sino de ouro”.

De salientar que, no final dos percursos, cada aluno recebeu um cartão de “Vigilante da Floresta” e um certificado do “Pacto com a Floresta” (mediante o qual cada criança se compromete a respeitar e proteger a floresta) e, ainda, uma síntese da “Lenda do Sino de Ouro”.

Refira-se, por último, que todas as actividades foram monitorizadas e dinamizadas por elementos de diferentes sectores da Câmara Municipal do Cadaval, sendo que a iniciativa contou ainda com a colaboração da APAS FLORESTA (Associação de Produtores Florestais) e da ESCO - Escola de Serviços e Comércio do Oeste.

*Breve resumo da Lenda do Sino de Ouro

Reza a lenda que uma rainha, enquanto pernoitava na Serra de Alguber e Figueiros, teria sido curada por um milagre de Nossa Senhora de Todo-o-Mundo. A rainha, em sinal de agradecimento, teria mandado erguer uma capela no local do milagre, em homenagem à referida Santa, dando assim o seu nome à serra. Por sua vez, o rei teria oferecido um sino de ouro à capela, que tocaria todas as noites, em memória da aparição da Santa que curara sua esposa. Consta que, durante muitos anos, a capela teria sido visitada por gente vinda de todo o lado, à procura de curas e milagres por parte da Santa que tinha curado uma Rainha… Terá mesmo sido feita uma imagem da Santa que a Rainha vira naquela noite milagrosa, e colocada no centro do altar da capela, de forma a que pudesse ser vista por todos os que a procuravam. Mais tarde, as Invasões Francesas - que também ocorreram no Concelho do Cadaval - terão tido como consequência a destruição daquela capela. O medo de que o sino fosse roubado pelos franceses fez com que um grupo de aldeões de Alguber e de Figueiros subisse a encosta da Serra, durante a noite e fugindo às balas dos guerrilheiros, para o trazerem e o esconderem. Mas os perigos que ali havia fizeram com que o deixassem na Serra, enterrado, diz-se que por debaixo das ruínas da capela.
Fonte: GIRP/CMC



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