O móbil da intervenção foram prejuízos resultantes de intempérie, em 2015

Inaugurada requalificação de pavilhão do Clube Atlético do Cadaval

22-03-2018
Inaugurada requalificação de pavilhão do Clube Atlético do Cadaval
José Bernardo saudou as equipas, antes do jogo inaugural
O Clube Atlético do Cadaval promoveu, a 17 de março, a inauguração da requalificação do Pavilhão Augusto Simões, contando com a especial presença do vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Rui Manhoso. A intervenção na infraestrutura que alberga os escalões mais jovens do futebol de formação, incidiu, sobretudo, na recuperação da respetiva cobertura e na colocação de piso sintético, num investimento global a rondar os 37 mil euros.

O Clube Atlético do Cadaval (CAC) refere ter tido a honra de contar, neste singelo mas simbólico ato inaugural, com a presença das entidades seguintes: o vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Rui Manhoso, e o presidente da Assembleia Geral da Associação de Futebol de Lisboa (AFL), Carlos Teixeira. Participaram, ainda, presidente e vereadores da Câmara Municipal do Cadaval, bem como representantes da Junta da União de Freguesias do Cadaval e Pero Moniz e do Sport Clube Escolar Bombarralense (SCEB), entre outros, onde se incluem atletas e pais, a quem o clube agradece a presença.

O momento inaugural constou de uma pequena sessão solene, onde participaram os representantes da FPF e da AFL acima mencionados, bem como António Correa e Carlos Jerónimo, respetivamente presidente e diretor do CAC. Teve ainda a palavra José Bernardo Nunes, presidente da Câmara Municipal do Cadaval. 

 

Após a breve sessão de intervenções das entidades oficiais, realizou-se um jogo inaugural "amigável", disputado entre as equipas do CAC e do SCEB, envolvendo atletas dos quatro aos seis anos (escalão "Petizes").

 

O porquê da intervenção no pavilhão

 

A reparação do referido equipamento do Clube Atlético do Cadaval decorre dos graves danos provocados pela intempérie ocorrida a 17 de outubro de 2015.

 

«A passagem momentânea de ventos fortes fez levantar a parte superior da cobertura do nosso pavilhão desportivo», avança Carlos Jerónimo, diretor do CAC, sendo que as chapas da referida cobertura (painéis “sandwich” em lã de rocha) «ficaram espalhadas, e em grandes quantidades, por todo o complexo desportivo».

 

«O Clube Atlético do Cadaval ficou sem um dos seus campos de treino, possivelmente um dos mais importantes, que permitia a realização de treinos perante condições atmosféricas adversas, mais concretamente nos escalões mais jovens», acrescenta. Concretamente, afetou a formação ao nível dos escalões até aos oito anos – nomeadamente os Petizes (até aos 6 anos), os Traquinas (até aos oito anos) e, pontualmente, os Benjamins (até aos 10 anos).

 

«Na realidade, tínhamos perdido um dos fatores mais significativos, que nos distinguia de diversos desportos “indoor”, que, nos últimos anos, têm afastado as crianças/jovens da prática do futebol», explica Carlos Jerónimo.

 

«O abrigo, oferecido pelo pavilhão, permite dar continuidade à formação futebolística a que nos propomos, sem interrupção, e sob quaisquer condições climatéricas, evitando, por exemplo, a fuga para os videojogos, que tanto assolam o desporto em geral», acrescenta o diretor.

 

Financiamento e descrição da obra

 

O Clube Atlético do Cadaval (CAC) aproveitou a oportunidade de um concurso de financiamento, aberto por parte da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), através do qual esta entidade colocou, à disposição dos clubes filiados, uma verba para apoio à modernização das infraestruturas e equipamentos.

 

Decorrente de candidatura efetuada a 20 de maio de 2016, o CAC foi contemplado com um apoio, conferido pela FPF, na ordem dos 25 mil euros, que lhe permitiu realizar a obra em apreço, concluída em aproximadamente três meses.

 

«Não podemos deixar de agradecer, também, todo o apoio da Camara Municipal do Cadaval, caso contrário esta obra não se teria concretizado», ressalva Carlos Jerónimo.

 

O representante do CAC evoca, igualmente, a colaboração da Associação de Futebol de Lisboa, «interlocutor na recolha das candidaturas junto dos seus filiados».

 

Em termos técnicos, a reparação incluiu a aplicação de cobertura externa, com todos os inerentes apetrechos. Contemplou, por outro lado, a substituição do pavimento, com aplicação de relvado sintético e respetivas linhas de jogo, sabendo que as dimensões do pavilhão são de 21x32 metros.

 

A intervenção incidiu, igualmente, na recuperação do sistema de iluminação e manutenção da instalação elétrica existente, além da pintura interior do edifício.

 

Entidades oficiais satisfeitas com intervenção

 

Rui Manhoso, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, referiu, na ocasião, ser missão da entidade que representa «estar sempre disponível para atender e resolver os problemas dos clubes» e agradeceu ao CAC por ter levado a cabo esta obra.

 

José Bernardo Nunes, presidente da Câmara Municipal do Cadaval, recordou, na ocasião inaugural, os constrangimentos relativos ao pavilhão, que, ao longo dos anos, o Município e o CAC tiveram de procurar ultrapassar, em conjunto.

 

«A primeira dificuldade foi transferir a posse do pavilhão, que era propriedade do Ministério da Educação, construído num terreno que era da Câmara Municipal», diz o autarca, que aludiu, ainda, às «várias intempéries» que conduziram a «algumas reconstruções» da infraestrutura.

 

O edil destaca a importância que teve o facto de aquele espaço ter sido, há alguns anos, protocolado com o Clube Atlético do Cadaval, permitindo, com o apoio camarário, mantê-lo em atividade, ao invés de o deixar ao abandono, como chegou a estar outrora.

 

José Bernardo reforçou o facto de o pavilhão ser «muito dirigido às classes mais jovens», motivando-as para a prática do desporto, o que considera muito importante.

 

O presidente realçou a importância de existirem entidades como o CAC, «que muito se empenha para contrariar o sedentarismo» que tende a instalar-se entre os jovens, sem esquecer o «enorme esforço» da parte dos pais/encarregados de educação, ao proporcionarem a formação (de futebol) aos seus educandos.

 

O autarca espera que a intervenção possa aumentar, mais ainda, a utilização do espaço, salientando vantagens quer de acesso aos balneários (comuns ao campo de jogos) quer de possibilidade de manter treinos em dias cujo tempo não permita desenrolarem-se no exterior.


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Fonte: SCRP | CMC



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