A medida pretende vencer a inacessibilidade aos cuidados básicos de saúde

Cadaval passa a contar com Unidade Móvel de Saúde

05-06-2017
Cadaval passa a contar com Unidade Móvel de Saúde
José Bernardo Nunes e António Martins de visita à nova UMS. [+] Fotos
O Cadaval passou, recentemente, a contar com uma Unidade Móvel de Saúde, com vista à prestação de cuidados de saúde primários à população concelhia, com enfoque especial na população idosa e de mobilidade reduzida. Pela dispersão geográfica caraterística do território, o Cadaval foi o único concelho do Oeste Sul a ser contemplado com a medida.

António Martins, diretor executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Oeste Sul, esteve no Cadaval, no passado dia 1 de junho, a oficializar o arranque do funcionamento da Unidade Móvel de Saúde do Cadaval, integrada nas comemorações do município do Dia Mundial da Criança.

 

Segundo explicou, na ocasião, o diretor do ACES Oeste Sul, a nova Unidade Móvel de Saúde (UMS) vem permitir «um contacto de maior proximidade com os utentes», vindo beneficiar e prestar cuidados de saúde «às pessoas com menor mobilidade, ou que têm mais dificuldade no acesso ao centro de saúde», contemplando ainda «planos de rastreios e de outras práticas que o centro de saúde deve fazer».

 

De acordo com António Martins, a dispersão geográfica terá motivado a deslocalização dos serviços prestados pelo centro de saúde do Cadaval, possibilitando, desta forma, chegar mais próximo da população. «Enquanto noutras regiões do país temos grandes centros ou centros de média dimensão, aqui há povoações quase de dois em dois quilómetros», adianta o responsável.

 

O Cadaval foi, pelo motivo atrás exposto, o único concelho do Oeste Sul a ser contemplado com uma carrinha deste género, exclusiva para a sua área territorial. Ao abrigo da mesma medida, foram apenas atribuídas mais duas Unidades Móveis de Saúde, embora a funcionar noutros agrupamentos, nomeadamente uma no ACES Oeste Norte (concelho do Bombarral) e outra no ACES Estuário do Tejo (concelho de Arruda dos Vinhos).

 

A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) estará, de momento, a avaliar a aplicação desta medida nos três referidos agrupamentos. «Consoante os resultados que tivermos é que poderemos tomar uma decisão de alargar ou não», explica o dirigente do ACES Sul.

 

«Primeiro vamos ter de fazer um trabalho de levantamento das necessidades, e consoante as necessidades identificadas é que vai ser feita a programação, pois queremos trabalhar com dados mais corretos», acrescenta, relativamente ao funcionamento da viatura. O mesmo se aplica quanto à participação de médicos na atividade das UMS, que «inicialmente vai ser despoletada com a equipa de enfermagem», declara o próprio, acrescentando que o levantamento de necessidades é que irá ditar a necessidade de deslocação de um médico.

 

 

Novo centro de saúde não inviabilizará atuação da UMS


Por seu turno, José Bernardo Nunes, presidente da Câmara Municipal do Cadaval, considera que este projeto «vai permitir chegar às populações mais idosas e mais distantes, com maior dificuldade de transporte ao centro de saúde e às suas delegações, levando alguns cuidados básicos, essencialmente de enfermagem».

 

«Com a falta de médicos existente, temos consciência de que não será fácil arranjar médicos para a Unidade Móvel, mas os cuidados primários, que podem ser prestados pelos enfermeiros, são importantes para quem não tem habitualmente acesso a eles», entende o autarca.

 

Quanto à vinda de novos médicos para o concelho, o edil explica: «A ideia é que o novo centro de saúde seja mais atrativo, para que mais médicos queiram vir trabalhar para o Cadaval.»

 

José Bernardo Nunes adianta que a nova Unidade de Saúde Familiar do Cadaval (vulgo “centro de saúde”, já em construção na sede de concelho) em nada inviabilizará a atividade da recém-criada UMS do Cadaval, que atuará, assim, numa lógica de complementaridade.

 

«Não podemos esquecer que temos uma população idosa e dispersa em locais que, sendo de alguma distância do centro de saúde, ainda têm muita dificuldade de transporte, e também pessoas com dificuldade de mobilidade, às quais se pretende que esta carrinha chegue, diagnostique e, em caso de necessidade, possam vir a ter cuidados médicos», esclarece o presidente.

 

A implementação de Unidades Móveis de Saúde na região resulta de protocolo previamente assinado entre a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e a Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCIM).

 

Segundo o acordo formalizado, através dos municípios envolvidos, a OesteCIM assegura todos os encargos legais e de manutenção inerentes às viaturas, bem como respetivos motoristas.

 

À ARSLVT cabe, por seu turno, a alocação dos profissionais de saúde a prestar serviço nos ACES, bem como o fornecimento dos consumíveis médicos.

 

Esta medida decorre da aprovação de uma candidatura, previamente apresentada pela OesteCIM ao Programa Operacional Regional Centro 2020, que por seu turno financia o projeto.
Fonte: S.Com. | CMC

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