Nos referidos pendões, colocados recentemente em diversos pontos do Concelho, com maior predominância na vila do Cadaval, são figuras de destaque o apicultor, o caçador/guarda florestal, o pastor, o moleiro, o agricultor, o sapador florestal e o bombeiro.
A autarquia dá assim sequência à temática inspiradora da “VI Semana da Floresta” (realizada em Março), intitulada “O Homem e a Natureza”.
O objectivo é o de sensibilizar a população para a utilização do espaço agrícola e florestal, contrariando o seu abandono, e de chamar a atenção para a importância das actividades e profissões relacionadas com a floresta.
A apicultura, a cinegética (caça) e a pastorícia são actividades que podem ser desenvolvidas no espaço florestal, e através das quais podemos obter benefícios da sua exploração, pelos produtos e subprodutos que nos oferecem.
Na produção de mel, por exemplo, são utilizadas, pelas abelhas, algumas espécies arbustivas e arbóreas que estejam num raio até 5 km das colmeias colocadas na floresta.
Através da caça, obtemos um equilíbrio entre as espécies cinegéticas e os respectivos habitats (agrícolas ou florestais). E, por outro lado, se considerarmos espécies de maior porte, beneficiamos no que toca à recolha de alimentos que é feita, que reduz a carga de combustível dos espaços florestais.
A pastorícia, através da exploração de caprinos e ovinos para leite e carne, permite controlar também a densidade de matos que é, muitas vezes, chamada de lixo. Do ponto de vista da DFCI, esta é considerada umas das principais actividades da floresta.
Por outro lado, o apicultor, o guarda-florestal e o pastor, exercendo as suas actividades nos espaços agrícolas e florestais são, simultaneamente, vigilantes.
A utilização de cereais para moagem e a agricultura em geral permitem criar clareiras no interior dos espaços florestais, de que são exemplo, no Concelho do Cadaval, as vastas áreas de pomares de Pêra Rocha e de vinhas. Quando se verifica o abandono destas terras, aumenta drasticamente o risco de incêndio, quer seja em espaços rurais, quer em espaços urbanizados, pondo em risco, muitas vezes, habitações e outras infra-estruturas.
Os sapadores florestais, por seu turno, assumem um papel fundamental, na medida em que desenvolvem acções de silvicultura preventiva, procedendo ao corte do material lenhoso, ou seja, reduzindo a carga elevada de combustível. Por outro lado, fazem ainda parte da sua actividade acções de sensibilização da população (principalmente, de crianças e jovens, como acontece por ocasião da Semana da Floresta), vigilância da floresta e primeira intervenção, bem como apoio ao combate.
Os bombeiros têm, entre outras funções, a importante missão de combate aos incêndios florestais. Assim, não descurando nunca a acção destes homens que trabalham, na maior parte dos casos, em regime de voluntariado, espera-se que, no Verão que se aproxima, não tenham muito trabalho entre mãos, na área dos incêndios.
A CMC agradece a todos os participantes que dão a cara por esta campanha, nomeadamente: Hélder Lucas (Apicultor), José Bernardes (Guarda Florestal Auxiliar), Luciano Bernardino (Pastor), Francisco Soares (Moleiro), Joaquim Jerónimo (Agricultor), Nélson Menezes (Sapador) e Eunice Miguel (Bombeiro).