Atividades culturais assinalaram Feriado Municipal

Cadaval comemorou 117 anos da restauração do concelho (c/vídeo)

14-01-2015
Cadaval comemorou 117 anos da restauração do concelho (c/vídeo)
A oficialização da reabertura do museu
O Cadaval celebrou, a 13 de janeiro, o 117.º Aniversário da Restauração do Concelho. O cartaz comemorativo do feriado municipal contemplou diversas atividades culturais, onde se incluiu a reabertura oficial do Museu Municipal, agora localizado no edifício da biblioteca.
Aceder a videorreportagem municipal

As comemorações iniciaram-se com o hastear da bandeira junto aos Paços do Concelho, momento acompanhado pela Fanfarra dos Bombeiros Voluntários do Cadaval e participado por representantes dos órgãos municipais e de outras entidades locais. 

Seguidamente teve lugar, no auditório dos Paços do Concelho, a atuação do grupo de cavaquinhos da Universidade Sénior do Cadaval, decorrente do módulo de Música, ministrado pelo professor Paulo Henriques.


Homenageados ex-presidentes de junta do Cadaval

Uma hora depois, a Junta de Freguesia de Cadaval e Pero Moniz promoveu, na respetiva sede, a inauguração da galeria dos presidentes da Junta da Freguesia do Cadaval eleitos após o 25 de Abril de 1974 e até 2013, tendo sido homenageados, presencialmente, Idalécia Silva, Luísa Anastácio, Manuel José Couto, João Casimiro Nunes, Luís Filipe Ferreira e José Hilário Carvalhosa. 

Para Pedro Gaspar Rodrigues, presidente da referida autarquia, «as juntas de freguesia têm um papel fundamental no desenvolvimento das terras e bem-estar das populações», dado constituírem «a primeira linha de resolução dos problemas reais de pessoas reais». O autarca justificou a ausência dos retratos dos ex-presidentes de Junta da Freguesia de Pero Moniz com o facto de o seu colega de direção, Rui Félix dos Santos, já os ter homenageado, de igual modo, antes de ocorrer a união de freguesias.

Pedro Rodrigues classificou esta cerimónia como uma «singela mas sentida homenagem a quem serviu, ao longo destas quatro décadas, as gentes e a freguesia do Cadaval, preocupando-se com o seu progresso e desenvolvimento, deixando a sua marca indelével.» 

O presidente de junta lembrou ainda o trabalho de «regedores e presidentes de junta» antes do 25 de abril, mas ressalvando o facto de terem exercido o cargo por nomeação. «Nunca conquistaram o seu poder através do voto, perdendo a legitimidade democrática necessária para figurar nesta galeria de presidentes de junta», referiu.



O descerrar de placas por cada um dos ex-presidentes de junta
 

José Bernardo Nunes, presidente da Câmara Municipal do Cadaval, felicitou a junta pela iniciativa e referiu-se em particular aos homenageados. «Todos eles deram da sua vida pessoal em prol da junta de freguesia, que creio ser um dos cargos políticos mais próximo da população e, como tal, mais exigente», afirmou.

O chefe do executivo camarário considerou ser importante que esta homenagem se estenda às freguesias que ainda não o tenham feito, tendo por base a antiga divisão territorial de dez freguesias, visto todas as sedes, não obstante a união ocorrida, se terem mantido abertas ao público.

Ao meio-dia, celebrou-se, na Igreja Matriz do Cadaval, a tradicional Missa em Honra dos Beneméritos do Concelho.


Inaugurada exposição de pintura e reaberto museu municipal

À tarde, na Biblioteca Municipal do Cadaval, aconteceu a inauguração da exposição de pintura de Camol D’Évora, intitulada “Retrospetiva”, a qual está patente ao público até 30 de janeiro, no horário de funcionamento da biblioteca (segunda a sexta, 8h30 às 17h30).

Nascido em Évora a 13 de Abril de 1945, Camol D’Évora, reside atualmente na Portela (Bombarral). Tendo começado a pintar aos 14 anos, trouxe ao Cadaval uma retrospetiva de cerca de 30 quadros seus (óleo sobre tela, para venda), evocativos da sua vivência fora de Portugal (África, Brasil) mas abordando também o Alentejo. Considerado um dos mais ativos artistas plásticos portugueses, o próximo foco da sua pintura será a sua atual região de residência.

Após inaugurada a mostra de pintura, teve lugar a reabertura oficial do Museu Municipal, uma vez relocalizado aquele equipamento para o rés-do-chão do edifício da biblioteca, numa lógica de concentração de recursos num complexo cultural que abarca, também, o Núcleo Museológico do Moinho das Castanholas. 

O problema da acessibilidade das instalações onde o museu esteve implantado desde 2002 (1.º andar dos antigos Paços do Concelho) fica igualmente colmatado com a mudança, beneficiando ainda de outros fatores, tais como o enquadramento num espaço verde de lazer. A concentração de recursos (considerando ainda a presença, no mesmo edifício, do Gabinete de Inserção Profissional, assim como a proximidade do centro escolar) poderá favorecer o aumento do número de visitantes ao museu, adiantou o presidente de câmara, na ocasião.

Meia hora depois, também na Biblioteca Municipal, decorreu a apresentação do Livro de Atas do 2.º Encontro de Cultura e Património do Cadaval, promovido pelo município em 2009 e consubstanciado agora nesta edição camarária.
 
 

Perspetiva do lançamento do livro de atas sobre património local


Coube a Eugénia Correia de Sousa, ex-vereadora e atualmente deputada da Assembleia Municipal, apresentar o dito trabalho, ladeada pelo presidente da câmara e ainda por Guilherme Cardoso, arqueólogo da assembleia distrital de Lisboa, e João Ludgero, arqueólogo municipal.

A importância dos elementos patrimoniais (tais como os centros históricos ou os museus) e da sua valorização enquanto espaços vivenciais foi realçada pela ex-vereadora, tendo por base ilações extraídas do livro apresentado. 

Também assinalada foi a relevância económica de criar uma identidade territorial, em prol do reconhecimento público e do consequente aumento de competitividade. 

O património deve, assim, ser encarado como uma plataforma de desenvolvimento, numa lógica de sustentabilidade (“crescer sem perder as raízes”) e de integração regional.

Eugénia Correia salientou a predominância, no Cadaval, da vertente “cultural imaterial” do património (gastronomia, Cantar e Pintar dos Reis e todo o imaginário associado a Montejunto, entre outros saberes e tradições locais).

Fonte: SC | CMC



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