Inspiração constitui “dádiva de outrem”, para o autor

Painhense Jorge Romão estreia segunda mostra de pintura no Feriado Municipal

10-01-2019
Painhense Jorge Romão estreia segunda mostra de pintura no Feriado Municipal
Jorge Romão, na ocasião da anterior exposição, no Painho [+] Fotos
O autor painhense Jorge Romão irá estrear, por ocasião do Feriado Municipal do Cadaval, a sua recém-concebida coleção de pintura “Ímpetos.2”, que reúne cerca de 40 quadros, dando continuidade à exposição que em agosto passou pelo Painho. A mostra inaugura dia 12, pelas 15h30, ficando patente na Biblioteca Municipal até 1 de fevereiro, seguindo depois para Lisboa. Visite!

Em poucos meses, Jorge Romão regressa ao seu concelho de origem, para trazer um conjunto de novas obras, que dão continuidade à primeira mostra, exibida, em agosto, na localidade do Painho, depois de passar por Lisboa.

 

A quase totalidade dos 40 trabalhos que agora traz ao Cadaval foram executados «de forma muito intensa», em apenas cinco meses.

 

Os quadros poderão ser visitados, gratuitamente, na Biblioteca Municipal do Cadaval, no seu horário habitual de funcionamento (segunda a sexta, 8h30/17h30), até dia 1 de fevereiro.

 

Refira-se que, já na primeira edição da “Ímpetos”, o pintor reunira 60 telas, quase todas pintadas no espaço de cerca de seis meses.

 

Natural do Painho mas a residir em Lisboa, Jorge considera o ato criativo como «um rasgão na quotidianidade», até mesmo porque a sua profissão e formação diferem desta sua forma de arte.

 

«Quando inicio um quadro, embarco numa viagem sem destino. Como o ato de lançar sementes à terra, lanço as tintas na tela. Sem orientação, ao deus-dará», sustenta o artista.

 

«À medida que, com espátulas e outros artefactos (raramente recorro aos pincéis) vou resgatando cores e formas às manchas de tinta que vão lavrando a tela, são-me oferecidas, com generosidade e abertura, hipóteses de imagens, evocações de ambientes ou horizontes de sentido por explorar», explica.

 

«Só nessa fase é que eu entro. Até aí, a obra foi de outrem. Eu apenas procuro desocultar essa dádiva, e trazê-la à presença do olhar, com alguma provocação e ironia», realça.

 

«Impulsionado por essa criação primordial e incógnita, lanço-me à descoberta de paisagens improváveis, cidades imaginadas ou ambientes enigmáticos, a partir das minhas memórias, fantasias, devaneios filosóficos e inclinações estéticas», diz ainda. «O resultado final é sempre inesperado e de espanto que, nalguns casos, me assusta e desassossega. Talvez seja de novo a mão de outrem, agora a jogar a cartada final. “Ímpetos” é o resultado dessa parceria», conclui.

 

Biografia de Jorge Romão

 

Nasceu em 1959, no Painho, aldeia do concelho do Cadaval. Vive em Lisboa, no bairro histórico da Graça. É licenciado em Filosofia, pela Universidade Nova de Lisboa. Passou a infância no campo, onde aprendeu a plantar batatas e a mondar o trigo. Já guardou rebanhos e pisou uvas no lagar. Na juventude, dançou num rancho folclórico. Integra, desde 1987, a Administração Pública, onde exerce funções na área da intervenção social, na esfera da justiça.

 

É autor do conjunto de peças escultóricas “A Caixa – 10 anos de vigilância eletrónica em Portugal”, que expôs em 2012/2013 no Espaço Justiça, em Lisboa (vídeo no Youtube), mostra única no mundo, que também passou pelo Painho.

 

Em 2016 publicou, na Chiado Editora, “Quando os ciprestes davam laranjas”, livro autobiográfico onde relata memórias que guarda da sua infância passada no Painho.

 

Em Julho de 2018 estreou-se na pintura, com a exposição “Ímpetos”, na galeria Arte Graça, em Lisboa (vídeo no Youtube: “Ímpetos – desocultar a dádiva de outrem”).

 

Reveja ainda a videoentrevista do autor à Câmara Municipal.
Fonte: SCRP | CMC



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