Numa iniciativa da Comissão de Proteção a Crianças e Jovens do Cadaval

Cadaval discutiu "Avaliação do Potencial de Mudança nas Famílias"

29-10-2018
Cadaval discutiu
Conceição Sá (CPCJ do Cadaval) e Fátima Duarte (Comissão Nacional), na abertura da sessão [+] Fotos
Teve lugar, no passado dia 27 de outubro, no auditório da Câmara Municipal, a ação formativa “Avaliação do Potencial de Mudança nas Famílias”, tendo contado com meia centena de participantes, sobretudo profissionais do setor. A sessão visou, essencialmente, adequar a intervenção técnica aos diferentes modelos familiares existentes.

A convite da CPCJ do Cadaval, Fátima Duarte regressou ao Cadaval, em nome da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, para abordar, desta feita, os modelos de famílias e as formas de intervenção técnica preconizadas para quem trabalha neste domínio.

 

A representante identificou, na ocasião, quatro modelos familiares a ter em conta ao nível da intervenção técnica: Famílias em Pré-contemplação, Famílias em Contemplação, Famílias em Pré-ação e Famílias em Ação. Segundo defende, para cada tipologia de família existe uma forma específica de intervir. «Não se deve intervir antes de avaliar o tipo de família», sublinha.

 

A responsável começou por ressalvar que os modelos de família acima identificados são transversais aos estratos sociais. O que sucede, citando estudos que o comprovam, é que as classes mais pobres estão «mais expostas», ao passo que os grupos sociais mais altos estão «mais escudados».

 

Fátima Duarte enfatizou a análise das Famílias em Pré-contemplação, por considerar ser este o modelo mais comum, rondando os 70 por cento dos casos identificados.

 

As Famílias em Pré-contemplação, tal como afirma, são famílias que não estão na fase de conseguir perceber o que é que se passa. «Não olham para a sua dinâmica familiar como um problema», adianta.

 

As situações e problemas são recorrentes e tendem a reproduzir-se intergeracionalmente, pela família e pelos serviços, considera a formadora. «A família acha que o problema não está no seu seio, mas sim nas entidades e técnicos que a sinalizaram. Como tal, não sente necessidade de mudar», explica. «Está sempre na esperança de que tudo à sua volta mude em função das suas necessidades», sendo que as crianças vêm, muitas vezes, sinalizadas desde a gravidez.

 

Fátima Duarte considera que a Avaliação do Potencial de Mudança deste modelo de família é «muito baixo». «A solução passa pela forma de intervir por parte dos técnicos», assevera a oradora, defendendo uma intervenção «afirmativa», «dirigida», «factológica» e «integrada».
Fonte: SCRP | CMC



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