Trata-se da primeira vitória do jovem atleta

Conterrâneo Miguel Carvalho vence 6.º Prémio de Ciclismo Futebol Clube de Alverca

26-06-2019
Conterrâneo Miguel Carvalho vence 6.º Prémio de Ciclismo Futebol Clube de Alverca
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O jovem cadavalense Miguel Carvalho venceu recentemente o 6.º Prémio de Ciclismo do Futebol Clube de Alverca, em representação da Academia Joaquim Agostinho, de Torres Vedras. Conheça um pouco do percurso já trilhado por este jovem ciclista concelhio.

Com apenas 17 anos, Miguel Carvalho, já passou por vários desportos. Por volta dos cinco anos de idade, ingressou no futsal do Grupo Desportivo Vilarense, onde esteve durante quatro anos. Fez depois parte do Clube Atlético do Cadaval, durante cerca de dois anos. Chegou ainda a praticar natação na Piscina Municipal, durante o mesmo período, mas retorna ao Clube Atlético. Esteve parado durante três meses, mas a necessidade de praticar algum desporto esteve sempre dentro deste cadavalense e foi após essa paragem que surgiu o gosto pelo ciclismo.

 

Sem os pais saberem, inscreveu-se no Clube de Ciclismo José Maria Nicolau (Cartaxo), onde de imediato foi aceite. Em janeiro de 2017, entrou no clube, como cadete. A 5 de novembro desse mesmo ano, é apresentado como parte integrante da equipa de juniores, na qual começa a competir no início de 2018.

 

Durante os quase dois anos em que vestiu a camisola do José Maria Nicolau, como cadete e como júnior, participou em várias provas, nomeadamente, na “Volta a Portugal de Cadetes”, “Troféu Alves Barbosa”, “Taça de Portugal”, “Volta ao Minho”, “Ruta Do Albariño” (Espanha – Galiza), entre outras.

 

Segundo o atleta, durante aqueles dois anos, houve alguns azares nas provas em que participou. Para além dos furos e quedas que teve, e que lhe faziam perder tempo de prova, foi-lhe diagnosticado um problema no coração, arritmia, que fez com que não tivesse as prestações desejadas.

 

Visto que em setembro de 2018, a equipa de juniores do Clube de Ciclismo José Maria Nicolau fechou, por motivos inerentes ao clube, e Miguel Carvalho vê-se obrigado a mudar de equipa.

 

Foi então que procurou a Academia Joaquim Agostinho, tendo prontamente sido aceite pelo treinador da instituição.

 

Quando começou a treinar, o ciclista sentiu uma dificuldade acrescida. «Eram treinos muito duros e não havia nenhum dia de descanso», acrescenta o mesmo.

 

Em janeiro do presente ano, o desportista recebeu a notícia de que tinha de ser operado ao coração, devido à arritmia. Embora a operação tenha sido bastante complicada, afirma que a mesma não teve os efeitos pretendidos, visto que o problema retornou.

 

«Durante o mês de fevereiro fiquei em casa, a recuperar, e em março estive a treinar a base (de ciclismo) para começar a aumentar o ritmo e fazer mais quilómetros e mais horas. Fui melhorando e comecei a ir às provas. A primeira prova a que fui, depois disto, foi em Portimão, a 6 e 7 de abril», conta.

 

No mês anterior, a 6 de março, o cadavalense foi apresentado pela “Joaquim Agostinho”, onde corre na categoria Juniores.

 

Em conversa, o desportista explica um pouco de como funciona o mercado do ciclismo de competição. Diz que, sem os patrocinadores, os clubes não sobrevivem. Compara o ciclismo com o mercado futebolístico e afirma que não existe muito dinheiro investido na modalidade. «Só para se ter noção, a equipa que tem mais dinheiro investido tem 40 milhões, o que, comparado com o Benfica, por exemplo, não é nada», diz.

 

Após ter participado no Grande Prémio de Portimão, o atleta compareceu na Volta a Loulé, que ocorreu de 18 a 20 de abril. «Foram três dias. No primeiro dia, contámos com chuva muito forte, mesmo muito forte, não conseguíamos ver praticamente nada. Ainda assim, consegui um 2.º lugar na segunda meta volante.»

 

Quase um mês depois, o cadavalense, juntamente com a Academia Joaquim Agostinho, vão a França, à Tour de Gironde. A prova realizou-se nos dias 18 e 19 de maio, onde contaram com três etapas pela frente.

 

Duas semanas depois, a 2 de junho, Miguel Carvalho concorreu ao 6.º Prémio de Ciclismo do Futebol Clube de Alverca, do qual foi o grande vencedor. Quando lhe perguntámos se estava à espera de ter ganho este prémio, o jovem declara: «Só acreditei mesmo quando recebi a taça de 1.º lugar. Senti-me muito bem.»

 

Em relação aos treinos, durante a pré-época (outubro e novembro), o atleta treina 25 horas semanais, alternando entre bicicleta, caminhada, ginásio e piscina. No resto do ano, por norma, treina seis dias por semana, com uma média de 15h30, só em bicicleta.

 

No entanto, também faz uma hora de abdominais e flexões durante esse mesmo período. «Depois, existem treinos que são muito duros, por exemplo, subir três vezes a Serra de Montejunto. Costumo fazer isso aos fins de semana [sem provas], três vezes ao sábado e três vezes ao domingo», afirma.

 

Salienta o facto de este ser um desporto bastante perigoso, pois é uma modalidade em que não são usadas quase nenhumas proteções e podem ser atingidas velocidades muito altas. Como exemplo, refere o facto de já ter descido Montejunto a mais de 90 km/hora. Ainda relata o facto de ter sido atropelado durante um treino em Torres Vedras, no tempo em que fazia parte do Clube de Ciclismo José Maria Nicolau.

 

Tem o sonho de ser ciclista, mas tem em mente que é um mundo bastante difícil de vingar e de ser recompensado. Em jeito final, Miguel aproveita esta oportunidade para agradecer aos seus pais, treinador e massagista.

 

 Redação: Rodrigo Gomes (estagiário)

Fonte: SCRP | CMC



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