No âmbito de um intercâmbio com a filarmónica de Pragança

Município do Cadaval acolheu filarmónica açoriana

08-08-2014
Município do Cadaval acolheu filarmónica açoriana
A sessão de acolhimento na Câmara do Cadaval
O Município do Cadaval acolheu oficialmente nos Paços do Concelho, dia 4 de agosto, a Filarmónica Recreio de Santa Bárbara (Açores). A estadia da comitiva açoriana, constituída por 85 elementos, decorre entre 3 e 10 de agosto e enquadra-se num projeto de intercâmbio cultural estabelecido entre a Banda Filarmónica 1.º Dezembro de Pragança (Cadaval) e a banda visitante.
O projeto de intercâmbio resultou, explica Ricardo Pinto, diretor da filarmónica de Pragança, de uma conversa informal entre si e Paulo Fagundes, diretor da filarmónica de Santa Bárbara, ocorrida na universidade conimbricense onde ambos estudam.

Um total de 85 elementos, dos quais 70 músicos, compõem a extensa comitiva açoriana, que ficou alojada na sede da Sociedade Filarmónica 1.º de Dezembro de Pragança, e que permanecerá até dia 10 no Cadaval. 


A vasta plateia durante a sessão de acolhimento camarário


Este intercâmbio, que levará, para o ano, a banda pragancense aos Açores, visou, segundo aponta Ricardo Pinto, possibilitar a partilha cultural, nomeadamente «a promoção da cultura filarmónica do nosso concelho, dando-nos a conhecer, em contrapartida, um tipo de cultura musical diferente».

Quanto às atividades de acolhimento, a serem promovidas pela filarmónica de Pragança, incluem a realização de um peddy-paper em Montejunto, bem como um rol de várias visitas não apenas no concelho do Cadaval, mas também a Óbidos, Fátima e Lisboa.

Do leque de ações, refira-se a receção oficial que teve lugar, no passado dia 4, no auditório dos Paços do Concelho.

Na ocasião, José Bernardo Nunes, presidente da Câmara Municipal do Cadaval, saudou a banda visitante, em nome próprio e em nome de Viriato Carvalho, presidente da Junta de Freguesia de Lamas e Cercal, também ele presente na sessão.

José Bernardo congratulou a longevidade já alcançada pela filarmónica açoriana, alguns anos mais antiga do que a também centenária banda pragancense. 

«Esperamos, a julgar pelo elevado número de elementos que verificamos, que seja uma banda próspera e que consiga cativar muitos jovens para a educação musical», afirmou o edil à vasta plateia de músicos.

Mencionando a existência de uma segunda filarmónica no concelho – a Banda Filarmónica do Cadaval, o autarca salientou a importância do papel que aquelas detêm no fomento da formação musical entre os jovens, reconhecendo ser cada vez mais difícil conseguir atrair jovens para essas bandas». Nesse contexto, salientou a importância do projeto municipal “Musiforma” – um dos modos de levar a educação neste domínio às freguesias concelhias – e enalteceu o esforço de todos os envolvidos em «manter as bandas no ativo».

O presidente caraterizou sumariamente o concelho, sublinhando a predominância da agricultura e do «verde» das paisagens, a Serra de Montejunto enquanto ex-libris e referindo o Cadaval como principal produtor da célebre Pera Rocha do Oeste. Frisou ainda a existência das duas adegas cooperativas do Cadaval e Vermelha e a genuína vocação da região para produzir o designado Vinho Leve. 

Também na ocasião, Ricardo Pinto agradeceu o envolvimento da câmara municipal, desde o executivo aos funcionários, bem como da junta de freguesia, na concretização deste projeto de intercâmbio que considerou «de difícil logística». À filarmónica açoriana, reconheceu atributos que vê como essenciais numa banda – boa formação, trabalhar com um intuito, boa disposição e espírito de entreajuda.

Hélio Vieira, presidente da Filarmónica Recreio de Santa Bárbara (Angra do Heroísmo, Ilha Terceira), destacou o facto de a banda centenária que representa nunca ter tido interrupção de atividade, clarificando haver registos da sua fundação no ano de 1875.

Agradeceu, em seguida, a forma como estavam a ser recebidos, adiantando que também para o ano esperavam receber a comitiva pragancense «de braços abertos».



Viriato Carvalho, Hélio Vieira, José Bernardo e Ricardo Pinto
 

Após fazer votos de boa estadia no continente e na região em particular, o presidente da câmara ofertou algumas lembranças à banda visitante, a que se seguiu, no átrio do edifício, um beberete-convívio onde foi servido o Vinho Leve de Honra.

No âmbito desta visita e enquadrada nos festejos anuais de Pragança, saliente-se, por último, a participação da comitiva açoriana na procissão de N. Sra. das Neves, no dia 5, bem como o concerto da noite de 6 de agosto. Este espetáculo contou com a atuação das duas bandas parceiras, cuja peça de abertura (intitulada “Virgínia”) foi interpretada por cerca de cem músicos em palco. 
Fonte: SC | CMC



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