A sessão de sensibilização e esclarecimento, realizada no auditório do centro de formação ambiental da Resioeste, está a cargo de Carlos Mota, responsável pelo departamento de sensibilização e comunicação, iniciando-se com a enunciação dos diversos tipos de resíduos existentes, havendo, para cada qual, um tratamento específico. Os jovens aprendem que somente os Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), isto é, os designados lixos domésticos, têm autorização para ir para o Aterro Sanitário do Oeste (ASO).
A seguir, são descritas as consequências dos RSU a nível do impacte ambiental. O grupo de alunos fica a conhecer a razão de ser da necessidade de, por um lado, reduzir, por outro, tratar os lixos, já que os restos de comida depositados em aterro geram a produção de gás metano e de lixiviados, que têm efeitos altamente nefastos para a atmosfera e, enfim, para todo o ecossistema terrestre.
A plateia estudantil fica a saber, também, que, em Portugal, cada adulto produz, em média, 1,2 kg de lixo por dia, quando a média europeia é de 200 g por adulto, sabendo que o Oeste tem 380 mil habitantes adultos.
Esta acentuada diferença, relativamente à média europeia, poderá advir do facto de não existir controlo das unidades que produzem resíduos, tais como fábricas ou estabelecimentos comerciais, o que se traduz em pesadas facturas para os municípios.
Nesta acção, os jovens são, ainda, alertados para os custos onerosos dos processos de recolha, triagem e de tratamento dos lixos.
A compostagem, processo doméstico de transformação de restos de comida num composto orgânico que pode ser usado como fertilizante natural, é uma das soluções apresentadas enquanto capaz de reduzir a quantidade de lixo em aterro, com os benefícios que daí advém em termos ambientais e económicos, numa altura em que, como refere o responsável da Resioeste, «a Comunidade Europeia recomenda que seja o cidadão a pagar 70 por cento dos custos reais com os resíduos».
De seguida, os estudantes têm uma lição de reciclagem, enquanto processo determinante quer para a melhoria do ambiente quer da própria economia.
Um dos cuidados a ter, ao adquirir um produto, é saber se o mesmo é reciclável ou não. “Mais quantidade e menos embalagem” é outro lema que deve ser adoptado pelo consumidor.
No momento seguinte, os alunos são convidados a enunciar objectos recicláveis ou não recicláveis dentro de cada uma das categorias, nomeadamente: vidro, plástico/metal e papel/cartão.
É-lhes explicado, posteriormente, o porquê de reciclar ou não determinado tipo de objectos – razões que se prenderão com o processo de transformação – e dado a conhecer os tipos de produtos que podem ser obtidos a partir da reciclagem.
Um dado curioso é que a reciclagem e a compostagem são processos que permitem, no seu conjunto, uma redução de cerca de 85 por cento dos lixos em aterro, valor médio calculado a partir da quantidade de materiais que dão entrada nos aterros, que poderiam ter sido separados para reciclagem ou submetidos à compostagem.
A sessão de esclarecimento termina com a visualização de um pequeno vídeo de sensibilização, onde são abordados a “política dos 3 R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar” e os centros de triagem.
A visita culmina com uma visita ao centro de triagem do ASO, onde os presentes são elucidados sobre o processo de separação de lixos.
Uma semana após o seu arranque, 233 alunos e 10 professores já participaram nesta iniciativa, a qual decorrerá até dia 12 de Junho deste ano, prevendo-se que envolva um total de 813 estudantes e 38 docentes, provenientes das escolas do 1º Ciclo concelhias e da EB 2,3 de Cadaval, até ao 8º ano.
Refira-se, por último, que as visitas estão a ser monitorizadas por uma engenheira do Ambiente ao serviço da edilidade, bem como pelos respectivos professores.