A acção de silvicultura preventiva tratou-se de uma demonstração a cargo dos Sapadores Florestais da APAS Floresta, enquanto a limpeza e remoção de diferentes tipos de lixos (plásticos, vidros, roupas, metais e madeiras), foi efectuada pelos diferentes intervenientes na acção, tais como APAS Floresta, Associação de Caçadores do Concelho do Cadaval e Associações de Caçadores do Concelho de Rio Maior e Caldas da Rainha.
A razão de ser desta acção prende-se com a crescente preocupação em defender e proteger a floresta, por parte dos técnicos e corpos dirigentes destas associações, que pretendem mobilizar e sensibilizar os diferentes grupos para o problema do Lixo na Floresta.
Para além dos referidos grupos, a iniciativa contou com a presença de alguns associados das respectivas associações, diversos produtores florestais e caçadores desta região. Teve também a estreita colaboração e apoio da Associação de Caçadores do Concelho do Cadaval, da Câmara Municipal do Cadaval, da “Pneumática do Cadaval”, da “Transportadora Luís Simões” e da “FPFP – Federação de Produtores Florestais de Portugal”.
A acção decorreu na freguesia do Cercal, numa área inserida na Zona de Intervenção Florestal dos Concelhos do Cadaval, Rio Maior e Azambuja, tendo permitido recolher, em apenas uma hora e meia, cerca de 5 toneladas de lixo, tendo sido, depois, interrompida devido à chuva que se fez sentir.
Fogo Controlado apoia a gestão da floresta nacional
A iniciativa anterior sucedeu cerca de um mês após a realização de duas acções de fogo controlado, que, por sua vez, tiveram lugar na Serra de Montejunto, nos dias 16 e 17 de Abril.
Esta iniciativa foi promovida pela Federação dos Produtores Florestais de Portugal (FPFP), consistindo em duas acções de formação, dirigidas a técnicos das organizações de produtores florestais, que surgem a partir da constatação da importância que a utilização desta técnica, em zonas onde as acções de silvicultura preventiva (de forma moto-manual ou mecanizada) se tornam menos eficazes.
Assim, no âmbito da componente prática da referida formação, foram realizadas acções de fogo controlado, com o apoio da APAS Floresta, em três locais distintos da serra, próximo do Espigão, próximo do Posto de Vigia e, ainda, já no concelho de Alenquer, próximo da Casa da Serra.
De acordo com a FPFP, a prática de fogo controlado, embora ancestral, é dominada tecnicamente por um grupo muito restrito de pessoas. Dada a evolução preocupante do número de incêndios e de área florestal ardida no nosso país, nos últimos anos, e dado o baixo custo que esta técnica representa na gestão de combustíveis, torna-se, de acordo com a federação, urgente a formação de técnicos que possam ser credenciados pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais para utilizar, com credibilidade e segurança, a técnica de fogo controlado.