"Cadaval Sem Fronteiras", rubrica da Revista Municipal

António Campos, no Brasil: «Sou um empreendedor por natureza»

22-11-2017
António Campos, no Brasil: «Sou um empreendedor por natureza»
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Prosseguindo com a rubrica "Cadaval Sem Fronteiras", que dá a conhecer um pouco da vida dos conterrâneos ausentes, a Revista Municipal falou, na sua edição n.º 60, com António Campos, emigrante no Brasil. O empresário hoteleiro, oriundo da Sobrena, afirma-se um empreendedor nato, embarcando em projetos que o valorizem pessoalmente. Não esconde porém a saudade, e ambiciona, um dia, voltar às origens.

Antonio José Soares Campos nasceu a 26 de dezembro de 1966, na Sobrena, aldeia onde cresceu e residiu. Tem o 12.º ano de escolaridade, é divorciado e tem dois filhos, Fábio e Joana.

Tendo, em Portugal, exercido funções de diretor comercial, gestor de empresas e jornalista, está há cinco anos no Brasil, a trabalhar em Hotelaria. Vive no Solar da Paz, hotel/pousada que administra, no Município de Tibau do Sul, a 60 quilómetros de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte.

«A gestão das saudades» da família e amigos é das maiores dificuldades de estar longe. «Depois, vêm questões menores, como a nossa culinária. Ai, que saudades de um cozido à portuguesa ou de um leitão da Bairrada!», refere.

António apresenta-nos Tibau do Sul como um município de 14 mil habitantes, originalmente ligado à agricultura e pesca. «No entanto, devido à explosão turística que houve, tem hoje de importar milhares de trabalhadores de municípios vizinhos», explica. Ali, coexistem mais de 300 unidades de hospedagem e umas centenas de restaurantes, bares e discotecas.

 

«A grande afluência de turistas dá-se na Praia de Pipa, que é das praias brasileiras mais conhecidas e visitadas por turistas de todo mundo», diz. Temperaturas de 27 graus brindam-na todo o ano, com a água do mar a fixar-se nos 28 graus e «belezas naturais incríveis». 

Tibau do Sul tem uma lagoa, ligada ao oceano atlântico, cuja principal atividade, além de turismo, é a produção de camarão em cativeiro, exportado para vários países. O hoteleiro cadavalense faz ainda referência à grande quantidade de empresários portugueses ali instalados, com hotéis e restaurantes, sendo a gastronomia portuguesa bastante apreciada.

«Aproveito para deixar um convite a todos os que queiram passar umas férias por aqui; estarei à disposição para os receber», sublinha.

Nos tempos livres, finta a saudade escrevendo, lendo, fazendo praia ou jogando futebol. Vem a Portugal, em média, a cada dois anos, com visita obrigatória ao Cadaval. «Acompanho o concelho diariamente, através de redes sociais ou sites sobre o
município e através de amigos e familiares», conta.

Entende que nada substitui as raízes, recordando «amigos de infância, a família e coisas simples como os tempos da vindima, a apanha da pera ou o subir da serra de Montejunto». Lembra ainda as aulas na fruteira do Cadaval, antes de abrir a Escola Básica e Secundária, ou o surgimento de uma discoteca no concelho (Vermelha), que veio tornar-se «o local eleito por toda uma geração».

Considera que conhecer a serra de Montejunto, bem como as adegas do Cadaval ou da Vermelha, «faz as delícias de qualquer turista» que queira visitar o concelho.


«Eu estou onde estiver a oportunidade de me sentir útil», revela, afirmando-se como «um empreendedor por natureza», que vive de projetos onde a valorização pessoal seja reconhecida. Ambiciona, porém, um dia «regressar às origens».
Fonte: S.Com | CMC



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