Concorreram cerca de 140 contos, de autores lusófonos

Divulgados vencedores do 2.º Prémio Literário Fernanda Botelho

06-12-2018
Divulgados vencedores do 2.º Prémio Literário Fernanda Botelho
O livro referente à 1ª edição do prémio literário
Foi tornado público, no passado dia 1, o elenco de vencedores do 2.º Prémio Literário Fernanda Botelho, atribuído pela Câmara Municipal do Cadaval e pela Associação Gritos da Minha Dança, entidade detentora da memória da escritora e da Casa Museu Fernanda Botelho, localizada na aldeia da Vermelha, no Concelho do Cadaval. Conheça o nome dos autores dos contos laureados, oriundos de Portugal e Brasil.

O dia em que a escritora Fernanda Botelho faria 92 anos (1 de dezembro de 2018) foi o dia escolhido para a divulgação dos vencedores do 2.º Prémio Literário Fernanda Botelho.

 

Recorde-se que a proposta de se homenagear a escritora Fernanda Botelho partiu do Município do Cadaval, tendo sido prontamente aceite pela Associação Gritos da Minha Dança.

 

A escrita literária da autora homenageada, segundo palavras de Urbano Tavares Rodrigues (escritor e jornalista português já desaparecido), «é de um rigor, de uma originalidade tais que a troca de uma simples palavra na maioria das suas frases apagaria intenções. Esse estilo acutilante, irónico, pessoalíssimo, todo ele nervo e criação, bastaria para impor decisivamente Fernanda Botelho.»

 

De natureza bianual e aberto à lusofonia, este prémio remonta a 23 de abril de 2016, data de lançamento da primeira edição, da qual saiu vencedor o conto “A câmara lenta da morte”, de Antero Barbosa Pinto, alcançando Menção Honrosa o conto “O pão de Anouk”, de Sofia Pinto da Silva.

 

A 14 de janeiro de 2017 teria lugar, também na Biblioteca Municipal, a cerimónia de distinção dos vencedores da primeira edição do concurso. No ano seguinte, a 28 de abril 2018, decorreria a apresentação do livro que reúne conto vencedor e conto galardoado com menção honrosa. Seguir-se-ia, nessa mesma data, o lançamento desta segunda edição do concurso, com a novidade da inclusão da modalidade juvenil, dando a oportunidade aos jovens, com idades entre os 13 e os 18 anos, de iniciar o seu percurso na escrita.

 

 

Resultados do 2.º Prémio Literário

 

Participaram, nesta segunda edição do Prémio Literário Fernanda Botelho, cerca de 140 candidatos, tendo-se apurado um vencedor de cada categoria, adulta e juvenil, conforme preconizava o regulamento.

 

Integraram o júri, desta feita, Marta Pacheco Pinto, licenciada em Tradução e doutorada em História da Tradução pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), atualmente investigadora de pós-doutoramento no Centro de Estudos Comparatistas; Sofia Bandeira Duarte, mestre em História da Arte (Faculdade de Letras da Universidade do Porto), pós-graduada em Estudos Românicos – Literatura Portuguesa e doutorada em Estudos de Literatura e de Cultura (FLUL), e Olga Correia, docente de Português no Agrupamento de Escolas do Cadaval.

 

Na categoria de adultos, o conto vencedor do 2.º Prémio Literário Fernanda Botelho foi atribuído ao conto “Espelho”, de Vanessa Mendes Martins, Condeixa-a-Nova, pelo «ritmo, pela questão do tema da identidade, pela riqueza das imagens e da linguagem cinematográficas, por ser vibrante e por ter uma estrutura muito bem construída», alega o júri.

 

Com menções honrosas, foram galardoados os seguintes títulos: “Tormento”, de Cláudio Gonçalves Mooca (Brasil); “O velho que trocava bolotas pelas palavras dos poetas”, de Francisco Caeiro, São Marcos; “A gata à janela”, de Ana Meirelles, Torres Vedras; “Objeto de carne e osso”, de Gilberto Garcia da Silva, Praia Grande (Brasil); “O príncipe, a princesa e a estrela”, de Mariana Coimbra, Pereira; “Aplaudam quem sorri trazendo lágrimas no olhar”, de Arnaud Mattoso, Recife (Brasil); “Crisela”, de Irina Jacinto Sopas, Almancil.

 

Na categoria juvenil, o conto vencedor do 2.º Prémio Literário Fernanda Botelho foi “Carta de uma joaninha – Morte em Troia”, por Maria Ferreira de Andrade, Estoril, que, segundo o júri, «se distingue por uma redação em língua portuguesa mais cuidada. Enquanto conto de mistério, está bem construído, respeitando as regras do género, e revela trabalho tanto de imaginação formal, na construção do enredo, como de imaginação lexical, ao propor novos vocábulos adequados ao universo de personagens animais que o habitam.»

 

Com menções honrosas, foram distinguidos, nesta categoria, os seguintes títulos: “Espelho”, de Óscar Ramondes (pseudónimo), e “O homem e a formiga”, de Roberto Saraiva, Caldas da Rainha.

 

A entrega de prémios realizar-se-á no âmbito das comemorações do Feriado Municipal do Cadaval – 121.º Aniversário da Restauração do Concelho (13 de janeiro).

 

 

Biografia de Fernanda Botelho

 

Maria Fernanda de Faria e Castro Botelho (celebrizada enquanto Fernanda Botelho) nasceu no dia 1 de dezembro de 1926, no Porto, e faleceu no dia 11 do mesmo mês do ano de 2007, em Lisboa.

 

Parente afastada do escritor Camilo Castelo Branco e sobrinha-neta de Abel Botelho, Fernanda Botelho estudou Filologia Clássica nas Universidades de Coimbra e de Lisboa. Viria a fixar-se em Lisboa para ocupar a direção do Departamento Belga de Turismo, entre 1973 e 1983.

 

Foi cofundadora da revista “Távola Redonda”, tendo colaborado, ainda, noutras publicações periódicas, nomeadamente a “Europa” e a “Graal”. Em termos literários, fez a sua estreia com o livro de poesia “Coordenadas Líricas” (1951). “Ângulo Raso” foi o seu primeiro romance (1957), ao qual se seguiu, no ano seguinte, “Calendário Privado”.

 

Em 1960, surge com “A Gata e a Fábula”, um romance galardoado com o Prémio Camilo Castelo Branco. Em 1971, recebe o Prémio Nacional de Novelística, com a obra “Lourenço é Nome de Jogral”, e o Prémio da Crítica, em 1987, com o romance “Esta Noite Sonhei com Brueghel”.

 

Em 1990, é novamente galardoada, desta vez com o Prémio Eça de Queiroz, atribuído ao romance “Festa em Casa de Flores”. Em 1994, publica, pela Editorial Presença, o romance “Dramaticamente Vestida de Negro” e, em 1998, surpreende novamente com a sua ironia, inteligência e elevada cultura, com o romance “As Contadoras de Histórias”, escrito já na aldeia da Vermelha, concelho do Cadaval.
Fonte: SCRP | CMC



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