A OesteCIM afirma, nomeadamente, a necessidade de desdobrar a oferta de transportes públicos dentro do Oeste e para Lisboa, a julgar pelos milhares de pessoas que integram o fluxo diário para a mencionada área metropolitana. Defende ainda «o reforço do transporte escolar, pelo desdobramento de horários ou pelos 2/3 de limite definido por cada veículo».
Por força do quadro normativo em vigor (que estabelece a definição de procedimentos de atribuição de financiamento e compensações aos operadores de transportes essenciais no âmbito da pandemia Covid-19), a Comunidade Intermunicipal do Oeste e respetivos municípios terão de compensar os operadores de transportes públicos em mais de quatro milhões de euros, valor apurado tendo em consideração o segundo semestre do corrente ano.
«É tão particular a situação do Oeste no contexto da presente política pública que, de acordo com o relatório do Programa de Apoio à Redução Tarifária, esta foi a região com maior taxa de execução em todo o território nacional, com cerca de 140%», revela Pedro Folgado, presidente da OesteCIM.
A julgar pelo mencionado relatório, «apenas o Oeste, as Terras de Trás-os-Montes e a Área Metropolitana do Porto (respetivamente com 140%, 110% e 104%), colocaram, no programa de redução tarifária, recursos financeiros próprios acima do definido no quadro legal, inferindo-se que todas as outras regiões terão que devolver verbas ao estado central», declara a OesteCIM em comunicado.
Segundo Pedro Folgado, «estes números demonstram, claramente, o investimento que os municípios do Oeste fizeram nesta importante política pública, em benefício das famílias, dos trabalhadores ou dos estudantes, designadamente com a redução do valor dos seus passes».
Esta medida, contribuiu, de acordo com a comunidade intermunicipal, para aumentar o rendimento disponível dos cidadãos e para favorecer a atratividade e coesão do território oestino.