Considerando que o ano de 2010 constitui o Ano Internacional da Biodiversidade, foi realizada, durante esta sessão comemorativa, uma apresentação sobre a biodiversidade e importância da Serra de Montejunto, bem como uma breve síntese de algumas das principais actividades que, todos os anos, as Câmaras Municipais de Cadaval e Alenquer promovem naquela Área, com o objectivo de a dar a conhecer à comunidade.
Seguiu-se a sessão comemorativa do aniversário, presidida pelo Presidente da Comissão Directiva da Paisagem Protegida da Serra de Montejunto (PPSM), Jorge Riso (Presidente da Câmara Municipal de Alenquer), pelo Presidente da Câmara Municipal do Cadaval, Aristides Lourenço Sécio, e pelo Presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), Tito Rosa.
A comissão directiva da PPSM contou, na organização desta cerimónia, com o apoio da associação LeaderOeste, que promoveu uma mostra de produtos regionais da Serra de Montejunto e da região, a que se seguiu uma visita guiada à Real Fábrica do Gelo, monumento nacional oitocentista de características únicas, existente naquela serra.
Jorge Riso, Aristides Sécio e Tito Rosa, durante a visita à Real Fábrica de Gelo
No contexto da iniciativa, Jorge Riso, autarca alenquerense, salientou ser preciso «maior envolvimento do ICBN, da AFN (Autoridade Florestal Nacional) e de todas as outras entidades que possam colaborar para que a Área Protegida possa ser usufruída por todos os que a queiram visitar, sem nunca pôr em causa o desenvolvimento das localidades que estão inseridas nessa Área».
Para Aristides Sécio, edil cadavalense, «dadas as dificuldades que o país e, naturalmente, as autarquias atravessam, não é possível criar, de um momento para o outro, as infra-estruturas necessárias para receber as pessoas, daí que a atracção de público a Montejunto deva ser algo gradual, para que não se destrua aquilo que é este património magnífico.»
Por último, Tito Rosa, do ICNB, revelou ter constituído, esta sua ida à serra, «uma descoberta, que me traz o compromisso de tentar que, através do ICNB, se invista mais neste espaço, em termos de atenção e de cooperação com as autarquias, para fazer com que esta Área de Paisagem Protegida seja realmente visitada e conhecida.»