Mostra de produtos, atuações e recriação histórica foram algumas das atividades

Paisagem Protegida de Montejunto celebrou 19 anos de existência

25-07-2018
Paisagem Protegida de Montejunto celebrou 19 anos de existência
O brinde pelas entidades oficiais presentes
A Paisagem Protegida da Serra de Montejunto assinalou, no passado fim de semana de 21 e 22 de julho, o seu 19.º Aniversário, através de um conjunto de atividades promovidas pela AMAC – Associação de Municípios de Alenquer e do Cadaval. Mercadito de produtos locais, atuações musicais, atividades lúdicas e uma recriação histórica constituíram o programa festivo.


Foram muitos os visitantes que acorreram à serra, juntando-se às propostas do programa festivo da AMAC – Associação de Municípios de Alenquer e do Cadaval.

 

Logo no sábado, dia 21, uma simbólica caminhada “Ver o Tejo e o Mar”, entre o Centro de Interpretação Ambiental (quinta da serra, Cadaval), sede oficial da AMAC, e Vila Verde dos Francos (Alenquer), juntou cerca de três dezenas de participantes. A atividade pretendeu fazer a ligação entre os dois municípios vizinhos, convidando a usufruir da beleza natural do caminho.

 

No dia 22, domingo, prosseguiram as comemorações, tendo a jornada contado com as presenças oficiais de Paulo Franco, presidente da AMAC e vereador do Município de Alenquer, e de Dinis Duarte, vice-presidente da AMAC e vereador do Município do Cadaval. Contou ainda com a especial presença da presidente da Junta da União de Freguesias de Lamas e Cercal, Amélia Silva, e da presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde dos Francos, Filipa Martinho.

 

Paulo Franco, no seu discurso de abertura do dia festivo, manifestou grande satisfação na comemoração de mais um aniversário da Paisagem Protegida da Serra de Montejunto, numa altura em que, tal como adiantou, também a AMAC caminha para o terceiro ano de existência.

 

«O programa da iniciativa que nós estamos a realizar marca também o objetivo que a AMAC tem aqui para a Paisagem Protegida», referiu. «As paisagens protegidas são um património de bastante significância para os municípios e que devem ser tratadas e valorizadas», defendeu.

 

«Trabalhar o património natural da serra do ponto de vista do desenvolvimento económico local» é um dos focos da estratégia da AMAC, atestado pelo “mercadito de produtos” instalado para a ocasião e que juntou cerca de uma dúzia de expositores de ambos os concelhos.

 

O presidente da AMAC destacou, ainda, a valorização e divulgação do património histórico (sem, naturalmente, descurar a vertente ambiental), e salientou a visita à Real Fábrica do Gelo com uma recriação histórica concebida e realizada pela designada “prata da casa”, em particular pelos colaboradores da referida associação de municípios, entre outros participantes.

 

O dia festivo, decorrido na zona do parque de merendas e suas imediações, incluiu, ainda, atuação da Banda da Associação Filarmónica e Cultural do Cadaval e do Rancho Folclórico da Associação Recreativa da Pocariça (Alenquer), para além de parede de escalada e tiro com arco, para quem quis experimentar.

 

 

Oficina do “pão de bolota” enfatizou importância deste superalimento

 

Ainda no período da manhã, a conterrânea Alexandra Azevedo (Vilar), dinamizou, enquanto representante da associação ambientalista Quercus, uma pequena oficina sobre pão de bolota, com posterior prova do mesmo, com queijo e mel, a par dos vinhos presentes na mostra de produtos – Fazendas da Estremadura (Natural.PT) e Empatia (Adega Cooperativa da Labrugeira).

 

Alexandra Azevedo realçou, perante uma audiência interessada, que a bolota (existente em árvores autóctones da serra e não só) está atualmente reconhecida enquanto superalimento, designadamente pelas suas propriedades em prol da saúde, tais como as de agente anticancerígeno, prebiótico e probiótico. De seguida explanou a confeção do pão de bolota, a que é adicionada farinha do trigo tradicional “barbela”.

 

A representante da Quercus e do "Movimento Pró-Informação – Cidadania e Ambiente" defendeu mesmo a valorização da bolota (tal como do trigo tradicional) como produto ancestral com grande tradição de consumo na Península Ibérica, e encarando-o como «novo paradigma para a floresta e para a nossa alimentação». «A bolota, dentro da sua casca, pode conservar-se vários anos sem perder propriedades nutricionais», acrescentou a porta-voz.

 

A também médica veterinária, e apaixonada pela natureza e pelos alimentos silvestres, ressalvou, na ocasião, que Portugal importa mais de 90 por cento do trigo que consome. «Basta que haja uma crise de produção de alimentos, ou então greve de camionistas que dure mais do que sete dias, e teremos as prateleiras dos supermercados vazias de tudo, e não será só de pão», explica. Daí defender o recurso à designada «natureza comestível», explanada em livros por si publicados e no respetivo canal de “YouTube” com o mesmo nome.

 

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Fonte: SCRP | CMC



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