Grupo de teatro amador mantém-se há 24 anos, com nova revista a cada Carnaval

Mais de 1300 já riram com nova revista do cadavalense “Grupo Gente Gira” (c/vídeo)

01-03-2018
Mais de 1300 já riram com nova revista do cadavalense “Grupo Gente Gira” (c/vídeo)
Mais de 1300 pessoas já assistiram, no Cadaval, ao espetáculo revisteiro da associação teatral cadavalense, intitulado “Pr’á frente que atrás vem gente gira!”. Estreada a 9 de fevereiro, no cineauditório Valentina de Abreu, a revista do Grupo Gente Gira tem, à data, mais quatro sessões agendadas na sede de concelho, preparando-se para sair em digressão.

A um ano de celebrar 25 anos de existência, o Grupo Gente Gira (GGG) volta a estrear um espetáculo com todos os condimentos de uma clássica revista à portuguesa – sátira social e política, de âmbito nacional e internacional, sempre com o enfoque no humor, além de aprimorados momentos musicais cantados e dançados.

 

Do total de oito sessões já exibidas desde a noite de estreia, a 9 de fevereiro, o GGG soma, à data de hoje, perto de 1340 presenças entre o público do cineauditório Valentina de Abreu (Cadaval). Essa assistência tem sucessivamente esgotado, ou quase esgotado, a sala pertencente à associação humanitária de bombeiros, confirmando o êxito em exibição.

 

Enquanto não sai para a habitual digressão por outras paragens, o grupo teatral tem agendadas para o corrente mês de março, ainda para o Cadaval, espetáculos nos próximos sábados, dias 3, 10, 17 de março (pelas 21h30) e um para domingo, 25 de março, pelas 16h00.

 

As reservas de bilhete (com um custo de oito euros) podem ser feitas pelo telefone 910 607 702 ou pelo e-mail grupogentegira@gmail.com. Presencialmente podem ser adquiridos na Sapataria “Tecalça" (Cadaval).

 

Com encenação e direção de ensaios a cargo da dupla Ricardo Costa e Vítor Miranda, trata-se de um projeto teatral coordenado por Gonçalo Costa, também ator e presidente do GGG.

 

Os textos são da autoria de Filipe La Féria, Renato Pino, Carlos Mendonça, Flávio Gil e Rita Tavares, enquanto a autoria musical está a cargo de Carlos Dionísio, Pedro Lima e Casal Ribeiro.

 

Contando com um elenco amador de apenas onze atores, de várias idades, alinham este ano Rita Adelaide Tavares, Gonçalo Costa, Nadi Tomaz (atração do fado), Raquel Silva (atração da canção), Diana Dinis, João Graça, Patrícia Duarte, Francisco Nicolau, Fátima Crespo, Daniel Antunes e Mariana Ferreira.

 

O corpo de baile conta com Rita Brito, Catarina Silva, e ainda com os estreantes Adrián Mastrangelo, Maria Gonçalves e Luana Ferreira.

 

João Santos assegura, por seu turno, a cenografia, ao passo que a execução de guarda-roupa é da responsabilidade da mestre Rosário Balbi e respetiva equipa, e ainda de Natália Lopes.

 


«Gonçalo Costa: Houve umas quantas noites sem dormir»

 

Corria o pano sobre a 5ª sessão da nova revista do Grupo Gente Gira (que terminava meia hora antes de se iniciar nova sessão, naquele mesmo palco) quando Gonçalo Costa nos revelou, ainda mal recomposto, um sentimento «muito positivo», de cada vez que cai o pano, estando a ter um «feedback muito bom» da parte de quem já assistiu. «Custou muito chegar aqui mas verificamos, com satisfação, que é do agrado das pessoas. E é um sentimento muito positivo porque é algo que nós fazemos para o nosso concelho, e damos o melhor de nós cada vez que aqui chegamos», afirma.

 

Montar uma revista desta complexidade para uma companhia amadora, já se vê, não é tarefa fácil para um grupo de gente que, embora “gira”, tem atividades académicas e profissionais que as preenchem diariamente, por inteiro, no que ao tempo diz respeito.

«No meu caso foi um bocado complicado, porque eu, além de estar aqui, estudo, trabalho e então foi muito difícil», conta. «Houve umas quantas noites sem dormir, ou seja, nós fizemos diretas, algumas vezes, porque houve muita coisa para montar, pintar, arranjar, porque nem tudo conseguimos ter novo e então tivemos de melhorar o que já tínhamos mais antigo… E é cada um dar do seu tempo, o que é muito complicado», confessa o ator, que acumula ainda as funções de coordenador da peça e presidente da associação teatral.

 

«Atualmente, temos o apoio da Câmara, que é imprescindível, e de algumas juntas de freguesia do Concelho, e temos agora, também, de alguns espaços comerciais locais», diz, acrescentando que só assim será possível fazer face às muitas despesas que acarreta erguer e manter um espetáculo desta envergadura.

 

Idealizada para uma duração de três horas, a revista não raras vezes se estende por mais meia hora, ora por algum atraso que ocorra, ora porque há rábulas que, espontaneamente, se estendem, caso o público corresponda favoravelmente.

 

Não sendo um elenco extenso, os poucos atores desdobram-se por várias personagens e rábulas, contando, este ano, com três novos estreantes, no GGG e no teatro em geral – os jovens Daniel Antunes e Mariana Ferreira, para além de Fátima Crespo.

 

A um ano de completar os 25 de existência, o GGG almeja já poder vir a organizar uma justa homenagem à longevidade conseguida, sempre com sucesso e reconhecimento, ainda que com uma equipa de atores amadores em constante renovação.

 

Integrando a companhia teatral há nove anos, Gonçalo Costa confirma que a atividade do Grupo Gente Gira está já «enraizada» no Carnaval cadavalense, fazendo já parte da tradição – não há como fugir! Mesmo quando não dá tanto jeito acontecer nessa ocasião, é certo e sabido que a revista tem sempre de estrear na época carnavalesca. «É uma coisa que a gente não muda e já faz mesmo parte. É assim que as pessoas nos veem, como parte do Carnaval do Cadaval», sublinha.

 

A maior ambição da companhia é poder vir a construir um teatro próprio para o Grupo Gente Gira. «Não sabemos se será exequível mas, para já, mantemos esse desejo. Nós gostamos muito de estar aqui, no cineauditório dos bombeiros, e estamos sempre gratos por isso, mas acho que era de louvar se conseguíssemos vir a ter um edifício nosso», confessa.

 

Gonçalo Costa convida, quem ainda não assistiu, a vir conhecer a nova revista do GGG, que conta, segundo palavras próprias, com «um elenco fantástico e um guarda-roupa de encher a vista», a prometer muitas gargalhadas, sem esquecer a beleza cénica e a qualidade da vertente musical.

 

Num esforço desmedido, com constrangimentos que nem se contam, uma coisa é certa – fica já, da boca do seu representante, a promessa de celebração dos 25 anos do grupo que, apesar das já muitas remodelações sofridas, denota níveis de longevidade, maturidade, coerência e esmero invulgares para um grupo amador. Novos 25 e mais outros tantos se possam continuar a festejar – é intenção do responsável atual do cadavalense “grupo dos três guês”.


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Fonte: SCRP | CMC



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