Rubrica “Cadaval Sem Fronteiras”

Inês Sécio Smetana: Com o Cadaval sempre no pensamento

15-04-2019
Inês Sécio Smetana: Com o Cadaval sempre no pensamento
Inês Smetana, no Castelo Krivoklát, República Checa
A rubrica “Cadaval Sem Fronteiras” apresentou, no âmbito da Revista Municipal (edição nº 65), a conterrânea Inês Sécio Smetana, emigrante cadavalense na República Checa, a residir e trabalhar na cidade de Praga. Oriunda da Sobrena, Inês viria a casar com um checo, laço matrimonial celebrado, em 2017, em plena Serra de Montejunto. Mais uma conterrânea ausente, mas que não esquece as suas raízes!

Inês Sofia Coimbra Rebola Lourenço Sécio Smetana nasceu a 21 de outubro de 1986, em Caldas da Rainha, mas foi na Sobrena que residiu e cresceu.

 

Bacharel em Comunicação Social e Educação Multimédia, fez o 1.º Ciclo na aldeia onde cresceu, prosseguindo os estudos no Cadaval, Torres Vedras e Leiria.

 

A primeira saída do País dá-se para Espanha (Catalunha), em 2011, para fazer o Erasmus. Parte para a República Checa em 2013, para colaborar no Grupo de Ação Local “MAS Krajina Srdce”.

 

Desde 2014, é formadora e supervisora na “Flying Blue – Airfrance”, em Praga. Em agosto de 2018, torna-se analista e suporte de desktop na “CDK Global”, trabalhando a 6 km (30 minutos de metro) do local onde reside.

 

Viria a casar com um nativo checo, em 2017, selando matrimónio em plena Serra de Montejunto.

 

À parte o frio, o checo continua a ser a maior dificuldade de viver no país onde se radicou. «Quando se mora numa Torre de Babel como Praga, o inglês é a língua que reina», observa.

 

Considera a comunidade portuguesa e lusófona na República Checa bastante ativa. Destaca o papel «importantíssimo» da embaixada portuguesa em Praga, na aproximação aos costumes, cultura e língua. A entidade oferece cursos de checo para lusófonos e cursos de português para checos, nos quais pontualmente participam Inês e o marido, Martin, respetivamente.

 

«Os checos são pessoas bastante organizadas e civilizadas», descreve Inês, para além de um povo «acolhedor, com vontade de partilhar». «Admiro muito a organização e cuidado que têm com o ambiente e seres vivos. Andar 500 metros para chegar aos ecopontos não é um problema, é mais como um passeio», conta. «É frequente, ao conduzir, avistar veados, javalis, lebres e faisões, na beira da estrada», afirma.

 

Duas a três vezes por ano, Inês voa para Portugal, mas não chega para apagar a saudade – «dos meus pais, da minha irmã Xana, do João Pedro e do meu sobrinho Rodrigo; do resto da família, dos amigos, vizinhos e conterrâneos; de ir à Serra de Montejunto dar um passeio, de comer caracóis ou um peixinho fresco com grelos colhidos e cozinhados pela minha mãe, Teresa; das castanhas assadas ao som do fado, na rádio, com o meu pai, Aristides; de trincar uma pera, acabada de colher, e de um bom vinho em frente à lareira, com a família».

 

Mantém-se ligada ao Concelho e à família através de aplicativos de mensagens. «Consulto os espaços online do Município, bem como os jornais e rádios da região. E, claro, recebo a Revista Municipal», salienta.

 

«O Cadaval está sempre no meu pensamento e foi com gosto que já recebi aqui vários amigos e conterrâneos», revela. Manifesta-se grata e emocionada perante todos os familiares e amigos que receberam a sua família e amigos checos. «O que mais me aquece o coração é quando os oiço falar das bonitas terras do Cadaval e das gentes que os acolheram tão bem, mostrando desejo de um dia voltarem».
Fonte: SCRP | CMC



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