A Administração Concelhia

Com a criação do concelho do Cadaval, retirado ao termo de Óbidos, o rei dava-lhe também autonomia administrativa e fiscal mas, ao ser doado a um senhor nobre, o rei alienava a jurisdição, os tributos e parte dos direitos reais em favor desse senhor.


Após a Crise de 1383-85, o concelho do Cadaval perdeu a sua autonomia a favor de Óbidos. Só se tem notícia de que os antigos privilégios já tinham sido recuperados em 1394, com a confirmação de D. João I aos "besteiros do conto" do Cadaval.

Ao longo de vários séculos, o concelho do Cadaval esteve na posse de sucessivos senhores donatários até ao advento do Liberalismo. Em 1832, o decreto de Mouzinho da Silveira extinguiu os forais e os direitos senhoriais.

Durante todo este tempo, até 1832, a autonomia administrativa do concelho esteve limitada pela autoridade senhorial. Mesmo assim, na época medieval, havia um corpo administrativo de juízes, eleitos anualmente, e mais alguns oficiais da Câmara.

Com a criação da Casa de Cadaval, no século XVII, foi dada à autoridade senhorial o poder de nomear ou confirmar as vereações municipais. A Casa de Cadaval podia nomear os ouvidores, escrivães, inquiridores, contadores e outros cargos nas terras sob sua jurisdição. Apesar disso, no século XVIII há referências ao senado da vila, que reunia representantes da nobreza e do povo.





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