Estando a segunda fase do projeto também já concluída

Centro de recolha intermunicipal oficialmente cedido a associações de animais

01-07-2021
Centro de recolha intermunicipal oficialmente cedido a associações de animais
A entrega da chave do pavilhão do Cadaval à APAC
Realizou-se, a 29 de junho, a cerimónia de cedência do CRAI – Centro de Recolha Animal Intermunicipal às duas associações de animais do Cadaval e Bombarral, que passaram a dispor, cada qual, de um pavilhão destinado a canil. Isto enquanto se ultimam formalidades para a abertura do CRO – Centro de Recolha Oficial, a ser gerido pelos dois municípios. O empreendimento totaliza já um investimento a rondar os 800 mil euros.

Não se tratando ainda da inauguração cabal do complexo, situado no Vale da Palha (Cadaval), a cerimónia de assinatura dos acordos de cedência dos pavilhões que constituem o CRAI representou, contudo, um momento significativo, em particular para a APAC – Associação Protetora dos Animais do Cadaval e para a Amigo Fiel – Associação Protetora dos Animais do Bombarral.

 

Após o descerrar das placas inaugurais dos dois pavilhões e a assinatura dos acordos, Ana Cristina Neves, presidente da APAC, manifestou-se honrada por ali estar a «dar voz a um projeto há muito esperado».

 

A representante avançou terem sido resgatados no Cadaval, desde outubro de 2008, cerca de mil animais, entre cães e gatos, «quase todos adotados, após serem desparasitados, chipados, vacinados e esterilizados.»

 

«Temos também ajudado a população, nas mais diversas situações, e esperamos que, com as armas que nos estão a disponibilizar, vulgo CRAI, ajudarmos muitos mais», declarou Ana Neves.

 

«Nesta ajuda, insere-se uma situação que temos de resolver a curto prazo e que muito nos tem preocupado, que tem que ver com as inúmeras colónias de gatos; não podemos fechar os olhos à enorme proliferação existente no Concelho. Contamos que possam V. Exas. agilizar a construção do gatil», disse, dirigindo-se aos representantes oficiais ali presentes.

 

«Outros projetos poderão ser pensados como forma de rentabilizar o espaço, para que venha a ser cada vez mais dos animais e para os animais», avançou a presidente da APAC.

 

«Permitam-me agradecer a toda a fabulosa, pequena mas magnífica equipa da APAC; sem eles nada teria sido possível. Gostaria também de agradecer o apoio da Câmara Municipal do Cadaval em todas as suas vertentes e esperar que haja sempre disponibilidade para nos ouvir e ajudar», acrescentou.

 

Adiante-se que o novo CRAI tem condições para alojar entre 46 a 72 cães por pavilhão, em função do tamanho dos mesmos (dois grandes ou três pequenos por box).

 

 

José Bernardo Nunes: «Há que trabalhar na sensibilização»

 

José Bernardo Nunes adiantou ter sido intenção camarária que a obra em apreço tivesse começado mais cedo, constituindo as duas naves do CRAI a primeira fase, o CRO a segunda fase e o gatil a terceira fase do projeto.

 

Refira-se que o CRO (também já concluído) congregará todos os cuidados de veterinária, tosquia e higienização inerentes ao bem-estar dos animais a acolher nos contíguos pavilhões do CRAI.

 

«Este espaço em que nos encontramos pertence ao concelho do Cadaval, embora este terreno há muitos anos seja posse do Município do Cadaval e do Município do Bombarral, porque já anteriormente aqui tivemos a lixeira intermunicipal, que era propriedade dos dois concelhos», referiu José Bernardo.

 

«Quando começámos a fazer escavações, encontrámos lixo no sítio onde estavam projetados os edifícios. Não tínhamos nenhum levantamento que indicasse que existia lixo naquele local», prosseguiu o edil, explicando que, por esse motivo, o projeto viria a ter de ser reformulado.

 

O chefe do executivo cadavalense explicou que, por esse facto, para avançar com a construção do gatil terá de ser negociada com os confinantes a cedência de uma parcela de terreno, ou então requerer que sejam retirados os eucaliptos. Isto porque, «por causa da lei dos incêndios, as casas têm de ficar a mais de 50 m da floresta», esclareceu José Bernardo.

 

«Esta primeira fase, que incluiu estes primeiros dois pavilhões, esgotos e pavimentos, foi uma obra à volta dos 400 mil euros, para os quais não houve nenhum financiamento. Foi inteiramente paga 50 por cento pela Câmara do Cadaval, 50 por cento pela Câmara do Bombarral», disse.

 

Quanto ao facto de a construção do CRO – Centro de Recolha Oficial ter avançado mais rapidamente, José Bernardo declarou que isso se deveu ao facto de ter sido conseguido um financiamento de cem mil euros para essa segunda fase.

 

«Numa primeira candidatura não foi aprovado, mas depois, numa segunda distribuição de verbas, calhou-nos receber os cem mil euros, e então, para aproveitarmos o financiamento, resolvemos avançar rapidamente com essa segunda fase», apontou.

 

«Foi entendimento, também, que não havia condições para manter animais aqui, com as obras a decorrer, e por essa razão se esperou que estivessem concluídas para depois inaugurar esta parte do CRAI», afirmou.

 

José Bernardo explicou que a gestão do CRO, por seu turno, iria ficar entregue à Associação de Municípios de Bombarral e Cadaval, constituída, aliás, para o efeito, e que a entrada em funcionamento aguardava concretização da «parte burocrática de registos».

 

Em relação aos montantes de investimento, o presidente referiu ter a primeira fase ascendido a 381 mil euros, enquanto a segunda fase orçou em 308 mil euros. «Há várias verbas que não estão aqui incluídas, nomeadamente a questão da EDP, que foi paga pelos dois municípios à parte. O valor global não há de fugir muito dos 800 mil euros, se somarmos as verbas todas», disse.

 

«Resta-nos esperar que [o centro de recolha] não tenha muito uso, ou seja, era muito bom que não houvesse animais abandonados; era muito bom que não fosse preciso tê-los aqui. Sabemos que não é essa a realidade», observou o edil cadavalense.

 

«Temos ambos [os municípios] de trabalhar na sensibilização, para que não se abandonem os animais; essa é que é a primeira área a intervir, e a segunda é que se tentem adotar os que são abandonados. O que se pretendia era reduzir ao mínimo os que são abandonados e aumentar ao máximo as adoções», salientou José Bernardo.

 

«Temos aqui condições para ter os animais com toda a sua dignidade, e espera-se, com a entrada em funcionamento do CRO, que haja o apoio para que os animais cheguem aos pavilhões em melhor estado do que quando são recolhidos», acrescentou o presidente de câmara cadavalense.


Fotorreportagem da cerimónia disponível na página de Facebook da CMC

Fonte: SCRP | CMC

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